Insulina Inalável lançada!

Fiquei um tempo afastada, mas recuperarei o tempo perdido e escreverei mais de um post nessa semana. Para começar com as novidades, no começo desse mês (fevereiro) começou a ser comercializada a insulina inalável. Ela foi aprovada pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) no final de junho (fiz um post sobre aqui no blog). Quase oito meses depois, os diabéticos que vivem nos EUA terão uma alternativa à insulina injetável.

O medicamento chama-se Afrezza, que consiste em um pó inalável com a ajuda de um inalador. Para atingir a corrente sanguínea (igual à insulina injetável), esse tipo de insulina quando chega ao pulmão se dissolve e passa para a corrente sanguínea, conseguindo agir no açúcar presente no sangue.

A restrição existe para pacientes com asma ou que sofrem de certas complicações. Também não é recomendado para fumantes e ex-fumantes.

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Matéria sobre bomba de insulina

Pela indicação de Alberto Madjer Vieira, publico essa matéria interessante sobre bomba de insulina:

“Após 10 anos de tratamento, portadora de diabetes controla níveis glicêmicos com mudança de terapia

Diabética tipo 2, Maria Nila sempre enfrentou problemas para controlar os níveis de glicose até o momento que adotou a bomba de insulina

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São Paulo, novembro de 2014 – No Dia Mundial do Diabetes, conheça o caso da portadora de diabetes mellitus tipo 2, Maria Nila, que após anos tendo dificuldade para controlar os níveis glicêmicos com a terapia tradicional – aplicação diárias de insulina por meio de injeções, aderiu ao uso da bomba de insulina como uma nova alternativa a fim de melhorar sua qualidade de vida e diminuir os riscos de desenvolver outras complicações. “Eu tinha muita dificuldade de controlar meus níveis de glicemia, mas, após alguns meses usando a bomba junto com meu médico, notamos um progresso significativo no meu tratamento. Inclusive, tenho tido mais flexibilidade na alimentação sem ter problemas de hipoglicemia”, pontua a dona de casa Maria Nila de 72 anos.

O exemplo da dona de casa ilustra os resultados de uma pesquisa divulgada recentemente pela publicação The Lancet, o OpT2mise.  O estudo, que acompanhou 331 pacientes portadores de diabetes tipo 2 não bem controlados (168 com CSII[1]/163 com MDI[2]), entre 30 e 75 anos, identificou uma melhora significativa no controle glicêmico com a bomba de insulina, que disponibiliza insulina em microdoses e fornece mais segurança ao paciente, em comparação com a terapia de injeção.

Para o Dr. Rodrigo Lamounier, endocrinologista do CDDH, Centro de Diabetes de Belo Horizonte, o mais interessante desse estudo foi saber que existe uma melhora no controle glicêmico sem episódios de hipoglicemia grave. Ainda foi possível notar que os pacientes usuários da bomba tiveram uma redução na dose total de insulina em mais de 20%.  “É bom saber que ao longo dos anos vamos descobrindo novos caminhos para tratar nossos pacientes, de uma forma mais eficiente e melhorando a qualidade de vida deles”, conclui o médico.

Assim como a dona de casa Maria Nila que ficou muito satisfeita com os resultados da bomba relacionados ao seu tratamento, os pacientes envolvidos no estudo que utilizaram a bomba não pensam em abrir mão da terapia. O resultado obtido, de melhor controle glicêmico, independe da idade, duração da diabetes, dos resultados dos testes cognitivos e acompanhamento de picadas de dedo.

O médico destaca que o caso da Maria Nila é um exemplo de sucesso, de que a tecnologia pode trazer enorme benefício em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e que idosos, quando bem motivados e treinados, podem se adaptar muito bem a este tipo de tratamento, como ocorre também, por exemplo, com crianças. “O principal bloqueio para aderir a novas terapias, sem dúvida, é a falta de informação e de contato com a tecnologia, que pode dar à pessoa que não conhece o tratamento a sensação de que é desconfortável ou que o uso contínuo da bomba de infusão de insulina conectada ao corpo 24 horas por dia limita a liberdade da pessoa. Na prática, o que ocorre é o contrário”, finaliza o especialista.

Abaixo o Dr. Rodrigo Nunes Lamounier explica a diferença entre o diabetes tipo 1 e 2.

Antes de discorrer a respeito da diferença entre o diabetes tipo 1 e 2, gostaria de esclarecer melhor a importância do pâncreas:

O pâncreas é o órgão responsável por produzir insulina, sendo que a insulina regula o metabolismo da glicose no sangue. A glicose é o combustível fundamental para o corpo, e é ela que fornece energia no decorrer do dia para cumprirmos nossas atividades diárias. No entanto, para que a glicose que está na corrente sanguínea entre nas células, é essencial a ação da insulina.

O que é Diabetes Tipo 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Assim, com a destruição das células beta, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose aumenta no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Diabetes Tipo 1, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença. O Diabetes Tipo 1 aparece, sobretudo, na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também, de qualquer idade. Pode ser tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

O que é Diabetes Tipo 2

O Diabetes Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar a glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças e adolescentes também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de medicamentos e/ou insulina para controlar a glicose.

Sobre o Grupo de Diabetes da Medtronic

Medtronic está trabalhando em conjunto com a comunidade global para mudar a maneira como as pessoas controlam o diabetes. A empresa tem como objetivo transformar o cuidado do diabetes, expandindo o acesso, integrando cuidado e melhorando os resultados, para que as pessoas que vivem com doença possam desfrutar de maior liberdade e uma saúde melhor.

1 Bomba de Insulina

2 Terapia de Injeção”

Pâncreas Artificial e Bomba de Insulina

Acabou de sair uma reportagem na Record sobre diabéticos (confira nesse link). Tenho duas coisas a comentar sobre esse vídeo.

A primeira é sobre a Maria Cecília, uma menina que tem diabetes desde bem pequena e diz que não tem nada de ruim para falar sobre a diabetes. Acho que esse é um ponto para refletirmos o quanto a diabetes depende do ponto de vista de cada um e de como é levada. A Maria Cecília vive normalmente e bem com a diabetes. E do meu ponto de vista, é dessa forma mesmo que deve ser levada. Não somos doentes, ou temos que ter nenhuma privação. É possível sim vivermos como qualquer outra pessoa. Aí podem me dizer, “mas temos que injetar insulina todos os dias e picar nossos dedos várias vezes”, mas isso, para a gente, é como respirar, beber água, se alimentar. Tem que ser algo que pertença a nossa vida, para melhorar a nossa qualidade de vida. E não algo que nos diferencie ou faça terem pena de nós. Minha médica costuma me dizer que a diabetes é apenas um problema, como tantos outros que temos que lidar todos os dias, e nunca uma doença. Acredito que essa é a melhor forma de tratar a diabetes.

A segunda é sobre os tipos de tratamentos que a medicina está nos trazendo. Uma é a bomba de insulina, que inclusive já tratei aqui no blog, o que nos proporciona uma independência enorme no nosso dia a dia. Outro tipo de tratamento que estão desenvolvendo é o do pâncreas artificial. Daqui alguns anos, quem sabe já não começam a testá-lo?

Diabetes tipo 1, cadê os doces?

docesfrança

A primeira coisa que a maioria das pessoas me pergunta quando digo que tenho diabetes é: “Você não pode comer doces?”. E eu sempre explico que não tenho nenhuma restrição alimentar e ainda explico o porque disso fazer algum sentido biologicamente.

Acredito que pela forma como a diabetes ainda é divulgada hoje em dia em todos os tipos de mídia e mesmo pelos médicos, esse mito ainda persiste na cabeça de muitas pessoas. Porém, é possível viver bem com a diabetes e ainda assim comer de tudo um pouco. A grande questão é “controlar a glicemia” como aborda a notícia do R7.

Obviamente, os diabéticos, assim como todas as pessoas, têm que ter uma alimentação balanceada e controlada, sem exageros. Mas nada de proibições. Qualquer coisa que uma pessoa não-diabética pode comer, um diabético também pode!

A questão é a seguinte: qualquer alimento que comemos que tiver carboidratos, não necessariamente doces como também pães, cereais, massas, dentro outros, durante a digestão viram açúcar no sangue. Esse açúcar no sangue, que faz a nossa glicemia se elevar. Então, o que fazer para conseguir comer de tudo e a glicemia continuar controlada?

Para isso, existe uma terapia nutricional chamada contagem de carboidratos, na qual todo carboidrato é levado em consideração na hora de tomar insulina. Ou seja, dependendo do total de carboidratos ingeridos em uma refeição a pessoa aplica uma quantidade de insulina. Dedicarei um post apenas para abordar esse tema.

Mas é preciso cuidado, grandes poderes trazem grandes responsabilidades! Por isso é importante o acompanhamento de um médico, tanto para explicar todo o funcionamento e as contas da contagem de carboidratos, quanto para acompanhar o resultado na vida do diabético.

 

Diabetes: o que é, onde vive e o que come?

Diabetes

O que é diabetes? Não poder mais comer doces? Ter um monte de problemas e restrições?

Bom… não é bem assim. Para começar, vamos entender um pouco o funcionamento do nosso organismo.  Quando nos alimentamos,  todo carboidrato que tem nos alimentos passa pela digestão e é transformado em açúcar (glicose).  Enquanto isso, o pâncreas está produzindo insulina (um dos hormônios produzidos por ele) e mandando para o sangue. O papel da insulina, é como se fosse o de um caminhão. Ela pega a glicose que está no sangue e a transporta até a célula, para que esta possa utilizar a glicose como uma forma de energia para continuar mantendo o corpo funcionando direito.

Esse é o funcionamento do nosso corpo: nos alimentamos -> digestão -> pâncreas produz insulina -> insulina pega glicose e leva até a célula -> célula transforma glicose em energia

E onde a diabetes entra? Quando o pâncreas não consegue dar conta da quantidade de insulina que o corpo precisa, ou quando ele para totalmente de produzí-la, isso caracteriza a diabetes.  Existem alguns tipos de diabetes, cada uma com um diferente tipo de tratamento. Entre elas, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional. Existe também a diabetes insipidus, que não está relacionada ao problema de produção de insulina, e será abordada em um outro post.

Na diabetes tipo 1, o pâncreas para de produzir insulina ou produz uma quantidade muito pequena, por um fator genético(hereditário). Geralmente aparece em crianças e adolescentes, com alguns sintomas: vontade frequente para urinar, boca muito seca, perda de peso sem causa aparente, cansaço. Por não serem sintomas muito fortes ou característicos, é muito importante fazer exames de sangue regularmente. O tratamento,  geralmente, é feito com aplicações regulares de insulina.

Já a diabetes tipo 2 é causada por maus hábitos alimentares, sedentarismo, obesidade e também fatores genéticos. Antigamente, era mais conhecida por adultos apresentarem o diagnóstico. Porém, hoje já passa de 45% da incidência da doença em adolescentes. O tratamento não é necessariamente com aplicações frequentes de insulina, já que o pâncreas ainda produz insulina. Muitos casos, conseguem apenas controlar a alimentação e tomar remédios.

A diabetes gestacional aparece, muitas vezes, apenas durante a gestação. Pode ter um quadro parecido com a diabetes tipo 2, mas se o nível glicêmico estiver muito alto, o médico pode indicar o uso de insulina.

Em todos os casos, é muito importante o controle da glicemia e o acompanhamento de um médico. É possível viver bem com a diabetes, sem ter restrições alimentares ou mesmo na vida da pessoa. A diabetes é uma doença perigosa, apenas se não tratada com a devida atenção. Caso contrário, o diabético vive uma vida normal!