Insulina Inteligente

Um dos principais problemas de nós diabéticos, é com nossa glicemia e a quantidade de insulina que devemos tomar. Diante disso, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma nova molécula de insulina para controlar os níveis de açúcar no sangue. Mas em que isso difere das insulinas já existentes?

Esse novo tipo de insulina será capaz de “perceber” como está o nível de glicose no sangue e só atuar quando estiver alto. Como assim? Foi adicionado à insulina um “sensor” chamado  PBA (ácido fenil borônico), que liga a molécula de insulina às células do sangue e impede que ela tenha um efeito contínuo. Quando a glicemia aumenta, o PBA solta a insulina e dessa forma ela pode regular a glicemia. Isso impede que tenhamos hipoglicemia, já que a insulina só irá atuar no momento certo.

Segundo um dos autores da descoberta, Danny Chou,  “A Ins-PBA-F se encaixa na verdadeira definição de ‘insulina inteligente. É a primeira desenvolvida dessa maneira. Ela parece controlar os níveis de açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa que está disponível para pessoas que têm diabetes no momento”

Por enquanto, os pesquisadores viram que essa insulina dura por 14 horas, até menos do que algumas já existentes no mercado, mas sua principal diferença é sua “inteligência” para perceber a glicemia. Essa insulina está passando por testes em animais e os pesquisadores já estão pensando em como usar essa nova descoberta no tratamento em humanos. Eles acreditam que os testes clínicos com a nova insulina serão feitos nos próximos 2 a 5 anos.

Pesquisa sobre “reiniciar” sistema imunológico

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Bom, antes de tudo, ainda não existe a cura da diabetes!

O que os pesquisadores da universidade da Flórida descobriram é que pode ser possível voltar a produção de insulina em diabéticos tipo 1, que convivem com a diabetes entre 4 meses e 2 anos. Primeiramente, os resultados para esse tratamento foram bem sucedidos, apesar de terem feito em apenas 17 pessoas.

E como funciona esse tratamento?

Em um primeiro momento, um medicamento (timoglobulina) é utilizado para limpeza do organismo, ou seja, limpar as células do sistema imunológico que tiverem problema. Isso porque, uma causa possível para a diabetes tipo 1 é o ataque das células imunológicas às células beta (encontradas no pâncreas, que produzem insulina).

Depois, é utilizado um outro medicamento (Neulasta), que é usado em pessoas com câncer, para estimular a produção de células imunes novas.

As pessoas que passaram por esse tratamento tiveram um aumento na produção das células betas, responsáveis pela produção de insulina.