Burnout, o que é isso?

burnout

 

Já ficou desanimado com a rotina da sua diabetes, querendo jogar tudo para o alto? Esquecendo ela, os conselhos médicos e tudo mais? Isso tem um nome e até formas de prevenir, chama-se burnout. Essa palavra em inglês faz referência a queimar, ou seja, seria como se você estivesse explodindo com a sua diabetes.

Esse estado caracteriza uma pessoa que está desregrada com o tratamento da diabetes e com a sua glicemia, não ligar para o que está comendo, tomar insulina errada ou nem tomar, entre outras características que demonstram o desinteresse com a rotina do tratamento.

O burnout muitas vezes é acompanhado de alterações psicológicas, tais como: estresse, ansiedade, depressão, e estados emocionais como raiva, culpa, ressentimento, vergonha…

Há formas de prevenir o burnout, acredito que a primeira delas é se perdoar por não ter uma diabetes “perfeita”. Vou explicar. Muitas pessoas sentem-se frustradas por não conseguirem atingir sempre o alvo da sua glicemia. Só que isso gera muito estresse e desânimo com todo o tratamento. Então, a solução para isso, é não se importar com ocasionais oscilações na glicemia, porque isso acontece. Óbvio que isso não pode ser frequente, nem chegar a níveis altíssimos. Mas como estamos tratando de seres humanos e do nosso corpo, é muito complicado atingir 100% de perfeição.

Outras formas de prevenir, é tendo apoio dos familiares e amigos, afinal é sempre bom alguém mais saber o que você está buscando e enfrentando. E eles podem ajudar você a não desistir também. E mais uma forma é consultar o médico regularmente. Isso também é importante, para criar uma rotina, para o médico te alertar de eventuais erros, e também para ver as evoluções.

Riscos e Benefícios da Atividade Física

Outro assunto muito tratado na área da saúde, são questões com a atividade física. E todos sabem o quanto ela é importante não só para diabéticos, mas para todo mundo. Mas quais são de fato as vantagens da atividade física? E ela pode fazer algum mal? É sobre isso que falarei hoje…

Uma atividade física feita de forma moderada por 30 minutos por dia já é o suficiente para tirar uma pessoa do sedentarismo. E somente essa meia horinha, consegue trazer muitos benefícios para nossa saúde e para a diabetes. Dentre eles:

  • Mais disposição
  • Melhoram a sensação de bem-estar, diminuem a ansiedade e a probabilidade de depressão
  • Melhora de humor
  • Perda de gordura
  • Melhora da imunidade
  • Baixa a glicemia ou diminui a quantidade de insulina a ser tomada (por esse motivo a atividade física deve ter um acompanhamento médico)
  • Além de diminuir os riscos da diabetes mal controlada

Porém, apesar de todos esses benefícios, existem alguns cuidados para tomar antes, durante e depois da atividade física. O primeiro de todos é com a glicemia. É importante verificar quanto está a glicemia antes da atividade. Para cada faixa de valores deve-se tomar um cuidado especial (deve consultar um médico antes):

  • Menor que 80 (hipoglicemia): não praticar atividade, ingerir carboidrato e medir novamente glicemia após 15 minutos
  • Entre 80 e 100: ingerir 15g de carboidrato e observar durante a atividade
  • Entre 100 e 250: praticar atividade normalmente
  • Acima de 250: não é recomendado a prática de atividade física

Em todos os casos é muito importante a hidratação durante a atividade e também ter sempre junto um carboidrato de fácil absorção (isotônicos, balas, refrigerante…). Além disso, qualquer indisposição durante a atividade, é recomendado parar e medir a glicemia novamente.

Além disso, se a atividade não for algo que você goste, ou te estressar, a atividade física pode ter o efeito contrário. Ao invés de baixar a glicemia, pode aumentar. Então o importante é fazer algo que goste, te satisfaça, e não desistir.

Pés e o Diabetes

pé

Todos ouvimos falar da importância em cuidar dos nossos pés. Mas quais são os reais cuidados que devemos ter? E porque esse assunto é tão falado?

Primeiramente, a saúde dos pés está diretamente ligada ao controle da glicemia. Uma glicemia descontrolada durante muito tempo, pode trazer complicações para diversas partes do corpo, e os pés são uma delas. Com a glicemia descontrolada, a cicatrização fica ainda pior, juntamente com a circulação (principalmente nos membros inferiores). Como o diabético, geralmente só percebe algum problema quando já está com uma ferida, o tratamento fica bem mais complicado, podendo chegar até a uma amputação.

E quais os cuidados que devemos ter?

  • O mais importante de todos, é sempre manter os níveis glicêmicos controlados.
  • Examinar os pés diariamente,  vendo se existem frieiras, cortes, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor.
  • Também é importante pedir ao médico que faça uma avaliação dos pés na consulta.
  • Manter os pés limpos, usando água morna ao invés de quente (para evitar queimaduras).  Secar com uma toalha macia. Manter a pele hidratada, sem passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas.
  • Usar meias sem costura, e de algodão ou lã.
  • Cuidados com calçados. Os ideias são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que dão firmeza. Mulheres devem dar preferência a saltos quadrados com no máximo 3cm de altura. E também é bom evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos.

Essas são algumas dicas de como cuidar dos nossos pés. Com nosso dia a dia, algumas delas são bem difíceis de conseguir. Mas o mais importante, é manter a nossa diabetes controlada para evitar maiores complicações. Mas também é necessário não esquecer dos nossos pés, porque eles sofrem com os sapatos que usamos.

Pesquisa sobre “reiniciar” sistema imunológico

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Bom, antes de tudo, ainda não existe a cura da diabetes!

O que os pesquisadores da universidade da Flórida descobriram é que pode ser possível voltar a produção de insulina em diabéticos tipo 1, que convivem com a diabetes entre 4 meses e 2 anos. Primeiramente, os resultados para esse tratamento foram bem sucedidos, apesar de terem feito em apenas 17 pessoas.

E como funciona esse tratamento?

Em um primeiro momento, um medicamento (timoglobulina) é utilizado para limpeza do organismo, ou seja, limpar as células do sistema imunológico que tiverem problema. Isso porque, uma causa possível para a diabetes tipo 1 é o ataque das células imunológicas às células beta (encontradas no pâncreas, que produzem insulina).

Depois, é utilizado um outro medicamento (Neulasta), que é usado em pessoas com câncer, para estimular a produção de células imunes novas.

As pessoas que passaram por esse tratamento tiveram um aumento na produção das células betas, responsáveis pela produção de insulina.

Insulina Inalável lançada!

Fiquei um tempo afastada, mas recuperarei o tempo perdido e escreverei mais de um post nessa semana. Para começar com as novidades, no começo desse mês (fevereiro) começou a ser comercializada a insulina inalável. Ela foi aprovada pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) no final de junho (fiz um post sobre aqui no blog). Quase oito meses depois, os diabéticos que vivem nos EUA terão uma alternativa à insulina injetável.

O medicamento chama-se Afrezza, que consiste em um pó inalável com a ajuda de um inalador. Para atingir a corrente sanguínea (igual à insulina injetável), esse tipo de insulina quando chega ao pulmão se dissolve e passa para a corrente sanguínea, conseguindo agir no açúcar presente no sangue.

A restrição existe para pacientes com asma ou que sofrem de certas complicações. Também não é recomendado para fumantes e ex-fumantes.

Campanha: Vivendo Bem Com Diabetes

A Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) em parceria com a BD (empresa americana, líder global em tecnologia médica) deram início a campanha “Vivendo Bem Com a Diabetes”. Em outubro, eles lançaram o site http://www.vivendobemcomdiabetes.org.br com dicas sobre a diabetes e também para a divulgação de atividades.

O embaixador dessa campanha é o ator José Loreto, que tem diabetes tipo 1 há mais de 15 anos e aprendeu a viver bem com o diabetes. Inclusive, hoje (28), ele contou sobre como é sua vida com a diabetes na ADJ (fotos nesse link).

Matéria sobre bomba de insulina

Pela indicação de Alberto Madjer Vieira, publico essa matéria interessante sobre bomba de insulina:

“Após 10 anos de tratamento, portadora de diabetes controla níveis glicêmicos com mudança de terapia

Diabética tipo 2, Maria Nila sempre enfrentou problemas para controlar os níveis de glicose até o momento que adotou a bomba de insulina

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São Paulo, novembro de 2014 – No Dia Mundial do Diabetes, conheça o caso da portadora de diabetes mellitus tipo 2, Maria Nila, que após anos tendo dificuldade para controlar os níveis glicêmicos com a terapia tradicional – aplicação diárias de insulina por meio de injeções, aderiu ao uso da bomba de insulina como uma nova alternativa a fim de melhorar sua qualidade de vida e diminuir os riscos de desenvolver outras complicações. “Eu tinha muita dificuldade de controlar meus níveis de glicemia, mas, após alguns meses usando a bomba junto com meu médico, notamos um progresso significativo no meu tratamento. Inclusive, tenho tido mais flexibilidade na alimentação sem ter problemas de hipoglicemia”, pontua a dona de casa Maria Nila de 72 anos.

O exemplo da dona de casa ilustra os resultados de uma pesquisa divulgada recentemente pela publicação The Lancet, o OpT2mise.  O estudo, que acompanhou 331 pacientes portadores de diabetes tipo 2 não bem controlados (168 com CSII[1]/163 com MDI[2]), entre 30 e 75 anos, identificou uma melhora significativa no controle glicêmico com a bomba de insulina, que disponibiliza insulina em microdoses e fornece mais segurança ao paciente, em comparação com a terapia de injeção.

Para o Dr. Rodrigo Lamounier, endocrinologista do CDDH, Centro de Diabetes de Belo Horizonte, o mais interessante desse estudo foi saber que existe uma melhora no controle glicêmico sem episódios de hipoglicemia grave. Ainda foi possível notar que os pacientes usuários da bomba tiveram uma redução na dose total de insulina em mais de 20%.  “É bom saber que ao longo dos anos vamos descobrindo novos caminhos para tratar nossos pacientes, de uma forma mais eficiente e melhorando a qualidade de vida deles”, conclui o médico.

Assim como a dona de casa Maria Nila que ficou muito satisfeita com os resultados da bomba relacionados ao seu tratamento, os pacientes envolvidos no estudo que utilizaram a bomba não pensam em abrir mão da terapia. O resultado obtido, de melhor controle glicêmico, independe da idade, duração da diabetes, dos resultados dos testes cognitivos e acompanhamento de picadas de dedo.

O médico destaca que o caso da Maria Nila é um exemplo de sucesso, de que a tecnologia pode trazer enorme benefício em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e que idosos, quando bem motivados e treinados, podem se adaptar muito bem a este tipo de tratamento, como ocorre também, por exemplo, com crianças. “O principal bloqueio para aderir a novas terapias, sem dúvida, é a falta de informação e de contato com a tecnologia, que pode dar à pessoa que não conhece o tratamento a sensação de que é desconfortável ou que o uso contínuo da bomba de infusão de insulina conectada ao corpo 24 horas por dia limita a liberdade da pessoa. Na prática, o que ocorre é o contrário”, finaliza o especialista.

Abaixo o Dr. Rodrigo Nunes Lamounier explica a diferença entre o diabetes tipo 1 e 2.

Antes de discorrer a respeito da diferença entre o diabetes tipo 1 e 2, gostaria de esclarecer melhor a importância do pâncreas:

O pâncreas é o órgão responsável por produzir insulina, sendo que a insulina regula o metabolismo da glicose no sangue. A glicose é o combustível fundamental para o corpo, e é ela que fornece energia no decorrer do dia para cumprirmos nossas atividades diárias. No entanto, para que a glicose que está na corrente sanguínea entre nas células, é essencial a ação da insulina.

O que é Diabetes Tipo 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Assim, com a destruição das células beta, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose aumenta no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Diabetes Tipo 1, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença. O Diabetes Tipo 1 aparece, sobretudo, na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também, de qualquer idade. Pode ser tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

O que é Diabetes Tipo 2

O Diabetes Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar a glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças e adolescentes também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de medicamentos e/ou insulina para controlar a glicose.

Sobre o Grupo de Diabetes da Medtronic

Medtronic está trabalhando em conjunto com a comunidade global para mudar a maneira como as pessoas controlam o diabetes. A empresa tem como objetivo transformar o cuidado do diabetes, expandindo o acesso, integrando cuidado e melhorando os resultados, para que as pessoas que vivem com doença possam desfrutar de maior liberdade e uma saúde melhor.

1 Bomba de Insulina

2 Terapia de Injeção”