Pés e o Diabetes

pé

Todos ouvimos falar da importância em cuidar dos nossos pés. Mas quais são os reais cuidados que devemos ter? E porque esse assunto é tão falado?

Primeiramente, a saúde dos pés está diretamente ligada ao controle da glicemia. Uma glicemia descontrolada durante muito tempo, pode trazer complicações para diversas partes do corpo, e os pés são uma delas. Com a glicemia descontrolada, a cicatrização fica ainda pior, juntamente com a circulação (principalmente nos membros inferiores). Como o diabético, geralmente só percebe algum problema quando já está com uma ferida, o tratamento fica bem mais complicado, podendo chegar até a uma amputação.

E quais os cuidados que devemos ter?

  • O mais importante de todos, é sempre manter os níveis glicêmicos controlados.
  • Examinar os pés diariamente,  vendo se existem frieiras, cortes, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor.
  • Também é importante pedir ao médico que faça uma avaliação dos pés na consulta.
  • Manter os pés limpos, usando água morna ao invés de quente (para evitar queimaduras).  Secar com uma toalha macia. Manter a pele hidratada, sem passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas.
  • Usar meias sem costura, e de algodão ou lã.
  • Cuidados com calçados. Os ideias são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que dão firmeza. Mulheres devem dar preferência a saltos quadrados com no máximo 3cm de altura. E também é bom evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos.

Essas são algumas dicas de como cuidar dos nossos pés. Com nosso dia a dia, algumas delas são bem difíceis de conseguir. Mas o mais importante, é manter a nossa diabetes controlada para evitar maiores complicações. Mas também é necessário não esquecer dos nossos pés, porque eles sofrem com os sapatos que usamos.

Pesquisa sobre “reiniciar” sistema imunológico

Bom, antes de tudo, ainda não existe a cura da diabetes!

O que os pesquisadores da universidade da Flórida descobriram é que pode ser possível voltar a produção de insulina em diabéticos tipo 1, que convivem com a diabetes entre 4 meses e 2 anos. Primeiramente, os resultados para esse tratamento foram bem sucedidos, apesar de terem feito em apenas 17 pessoas.

E como funciona esse tratamento?

Em um primeiro momento, um medicamento (timoglobulina) é utilizado para limpeza do organismo, ou seja, limpar as células do sistema imunológico que tiverem problema. Isso porque, uma causa possível para a diabetes tipo 1 é o ataque das células imunológicas às células beta (encontradas no pâncreas, que produzem insulina).

Depois, é utilizado um outro medicamento (Neulasta), que é usado em pessoas com câncer, para estimular a produção de células imunes novas.

As pessoas que passaram por esse tratamento tiveram um aumento na produção das células betas, responsáveis pela produção de insulina.

Insulina Inalável lançada!

Fiquei um tempo afastada, mas recuperarei o tempo perdido e escreverei mais de um post nessa semana. Para começar com as novidades, no começo desse mês (fevereiro) começou a ser comercializada a insulina inalável. Ela foi aprovada pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) no final de junho (fiz um post sobre aqui no blog). Quase oito meses depois, os diabéticos que vivem nos EUA terão uma alternativa à insulina injetável.

O medicamento chama-se Afrezza, que consiste em um pó inalável com a ajuda de um inalador. Para atingir a corrente sanguínea (igual à insulina injetável), esse tipo de insulina quando chega ao pulmão se dissolve e passa para a corrente sanguínea, conseguindo agir no açúcar presente no sangue.

A restrição existe para pacientes com asma ou que sofrem de certas complicações. Também não é recomendado para fumantes e ex-fumantes.

Campanha: Vivendo Bem Com Diabetes

A Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) em parceria com a BD (empresa americana, líder global em tecnologia médica) deram início a campanha “Vivendo Bem Com a Diabetes”. Em outubro, eles lançaram o site http://www.vivendobemcomdiabetes.org.br com dicas sobre a diabetes e também para a divulgação de atividades.

O embaixador dessa campanha é o ator José Loreto, que tem diabetes tipo 1 há mais de 15 anos e aprendeu a viver bem com o diabetes. Inclusive, hoje (28), ele contou sobre como é sua vida com a diabetes na ADJ (fotos nesse link).

Matéria sobre bomba de insulina

Pela indicação de Alberto Madjer Vieira, publico essa matéria interessante sobre bomba de insulina:

“Após 10 anos de tratamento, portadora de diabetes controla níveis glicêmicos com mudança de terapia

Diabética tipo 2, Maria Nila sempre enfrentou problemas para controlar os níveis de glicose até o momento que adotou a bomba de insulina

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São Paulo, novembro de 2014 – No Dia Mundial do Diabetes, conheça o caso da portadora de diabetes mellitus tipo 2, Maria Nila, que após anos tendo dificuldade para controlar os níveis glicêmicos com a terapia tradicional – aplicação diárias de insulina por meio de injeções, aderiu ao uso da bomba de insulina como uma nova alternativa a fim de melhorar sua qualidade de vida e diminuir os riscos de desenvolver outras complicações. “Eu tinha muita dificuldade de controlar meus níveis de glicemia, mas, após alguns meses usando a bomba junto com meu médico, notamos um progresso significativo no meu tratamento. Inclusive, tenho tido mais flexibilidade na alimentação sem ter problemas de hipoglicemia”, pontua a dona de casa Maria Nila de 72 anos.

O exemplo da dona de casa ilustra os resultados de uma pesquisa divulgada recentemente pela publicação The Lancet, o OpT2mise.  O estudo, que acompanhou 331 pacientes portadores de diabetes tipo 2 não bem controlados (168 com CSII[1]/163 com MDI[2]), entre 30 e 75 anos, identificou uma melhora significativa no controle glicêmico com a bomba de insulina, que disponibiliza insulina em microdoses e fornece mais segurança ao paciente, em comparação com a terapia de injeção.

Para o Dr. Rodrigo Lamounier, endocrinologista do CDDH, Centro de Diabetes de Belo Horizonte, o mais interessante desse estudo foi saber que existe uma melhora no controle glicêmico sem episódios de hipoglicemia grave. Ainda foi possível notar que os pacientes usuários da bomba tiveram uma redução na dose total de insulina em mais de 20%.  “É bom saber que ao longo dos anos vamos descobrindo novos caminhos para tratar nossos pacientes, de uma forma mais eficiente e melhorando a qualidade de vida deles”, conclui o médico.

Assim como a dona de casa Maria Nila que ficou muito satisfeita com os resultados da bomba relacionados ao seu tratamento, os pacientes envolvidos no estudo que utilizaram a bomba não pensam em abrir mão da terapia. O resultado obtido, de melhor controle glicêmico, independe da idade, duração da diabetes, dos resultados dos testes cognitivos e acompanhamento de picadas de dedo.

O médico destaca que o caso da Maria Nila é um exemplo de sucesso, de que a tecnologia pode trazer enorme benefício em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e que idosos, quando bem motivados e treinados, podem se adaptar muito bem a este tipo de tratamento, como ocorre também, por exemplo, com crianças. “O principal bloqueio para aderir a novas terapias, sem dúvida, é a falta de informação e de contato com a tecnologia, que pode dar à pessoa que não conhece o tratamento a sensação de que é desconfortável ou que o uso contínuo da bomba de infusão de insulina conectada ao corpo 24 horas por dia limita a liberdade da pessoa. Na prática, o que ocorre é o contrário”, finaliza o especialista.

Abaixo o Dr. Rodrigo Nunes Lamounier explica a diferença entre o diabetes tipo 1 e 2.

Antes de discorrer a respeito da diferença entre o diabetes tipo 1 e 2, gostaria de esclarecer melhor a importância do pâncreas:

O pâncreas é o órgão responsável por produzir insulina, sendo que a insulina regula o metabolismo da glicose no sangue. A glicose é o combustível fundamental para o corpo, e é ela que fornece energia no decorrer do dia para cumprirmos nossas atividades diárias. No entanto, para que a glicose que está na corrente sanguínea entre nas células, é essencial a ação da insulina.

O que é Diabetes Tipo 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Assim, com a destruição das células beta, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose aumenta no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Diabetes Tipo 1, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença. O Diabetes Tipo 1 aparece, sobretudo, na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também, de qualquer idade. Pode ser tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

O que é Diabetes Tipo 2

O Diabetes Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar a glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças e adolescentes também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de medicamentos e/ou insulina para controlar a glicose.

Sobre o Grupo de Diabetes da Medtronic

Medtronic está trabalhando em conjunto com a comunidade global para mudar a maneira como as pessoas controlam o diabetes. A empresa tem como objetivo transformar o cuidado do diabetes, expandindo o acesso, integrando cuidado e melhorando os resultados, para que as pessoas que vivem com doença possam desfrutar de maior liberdade e uma saúde melhor.

1 Bomba de Insulina

2 Terapia de Injeção”

Dia Mundial da Diabetes

Para quem não sabe, hoje (dia 14/11) é o dia mundial da diabetes. A data foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1991, e conta com o reconhecimento e apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), que em dezembro de 2006 assinou uma Resolução reconhecendo o diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial.

Alguns monumentos em todo o Brasil são iluminados de azul, para representar o “Novembro Azul”. Como o Cristo, no RJ;  catedral de Brasília; monumento das bandeiras, em SP; entre outros…

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Esse dia incentiva a conscientização em relação ao diabetes. Mas e porque azul? E porque o símbolo é um círculo?

Para começar, a campanha para a Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes é representada pelo círculo azul. A Federação Internacional de Diabetes (IDF), desde o início, buscou um símbolo que fosse simples e fácil de reproduzir. A ideia era de que até uma criança conseguisse desenhar com um giz de cera. Após essa ideia inicial, precisaram definir a forma e a cor do símbolo.

O significado do círculo é extremamente positivo. Nesse contexto, ele simboliza a união, uma vez que a comunidade se juntou para apoiar a Resolução.  O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que representa também a união entre os países.

Bom… depois de todas essas informações, o que tem feito nessa sexta azul? Compartilhe as suas experiências conosco!

Minha palestra na Agile Brazil!

Quarta, dia 5 de novembro, foi o dia da minha palestra sobre “UX para aumentar a liberdade de diabéticos”. Nela eu apresentei todo o processo de desenvolvimento do meu aplicativo “Diabetes Mais Doce” e ainda mostrei para a plateia que diabéticos podem sim comer doces e o porque disso.

No início da palestra eu perguntei ao público quantos diabéticos estavam lá, e fiquei um pouco surpresa. Não tinha UMA pessoa diabética na sala (além de mim). Pouco tempo depois do início, descobri que entrou um diabético. Após a palestra, descobri que ele entendia as motivações pelas quais comecei a desenvolver meu aplicativo e também me contou algumas coisas diferentes (pelo tipo de tratamento não ser igual). Gostaria de agradecê-lo (Pablo Bender), pois ele twittou sobre a minha palestra, além de divulgar junto o meu blog 🙂 Ahh, tenho que dar os créditos pela foto acima que ele publicou junto. Além do Pablo, no final da palestra muitas pessoas fizeram perguntas, interessadas tanto no aplicativo quanto na forma que eu o desenvolvi.

O que me deixou muito feliz, foi o pós-palestra, durante todo o evento, pessoas me paravam parabenizando pela palestra, dando sugestões, também tivemos várias ideias juntos (pretendo começar a fazer essas novas funcionalidades e estou abertas a novas ideias e críticas!). Gostaria de agradecer a todos por esse feedback, é isso que faz valer a pena todo o nervosismo pré-palestra (que aliás eu estava bastante nervosa), todo o tempo dedicado a fazer slides, pensar em o que falar e tudo o mais. É muito gratificante elogiarem o seu trabalho.

Os slides da minha palestra estão em: http://www.slideshare.net/fehbernardo/ux-para-aumentar-a-liberdade-de-diabticos-agile-brazil

Agradeço a presença de todos e também a todos que vieram conversar comigo 🙂

UX para aumentar a liberdade de diabéticos

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Geralmente não falo sobre minha vida pessoal, mas como o assunto tem tudo a ver com diabetes… Tive uma palestra aprovada na Agile Brazil, que acontecerá entre os dias 5 e 7 de novembro em Florianópolis! Será sobre como a UX (User Experience – Experiência do Usuário) pode aumentar a liberdade de um diabético. Nela contarei um pouco mais de como foi a evolução do meu projeto do aplicativo “Diabetes Mais Doce”, para ajudar na vida de pessoas diabéticas, que tem que conviver com muitas contas de forma repetitiva. Bora assistir?

Tipos de Insulina

Cada diabético tem suas necessidades, desde a alimentação, tipos de agulhas, horários entre outras coisas. E os tipos de insulina não ficariam de fora. Muitas vezes, uma mesma pessoa muda suas insulinas durante períodos da sua vida. Além disso, esses tipos de insulina devem ser determinadas apenas pelos médicos, de acordo com idade, alimentação, tipo físico, atividades físicas que o diabético pratica, entre outros.

Para entender melhor como que cada insulina funciona no nosso organismo, é preciso saber alguns termos básicos:

  • Início da ação: quando que a insulina começa a trabalhar no organismo depois da injeção
  • Pico: é a hora em que a insulina atinge o ponto máximo da sua ação
  • Duração: quanto tempo a insulina age no organismo

Geralmente as insulinas podem ser divididas em quatro tipos, de acordo com a velocidade da ação. Abaixo listarei algumas insulinas e a forma como elas atuam no organismo:

  • Ação Ultrarrápida
    • Exemplos: Humalog (lispro), Novorapid (aspart), Apidra(glulisine)
    • Ação – começa a agir de 5 a 15 minutos após a aplicação
    • Duração – 3 a 5 horas, com pico de ação aos 60 minutos (aproximadamente)
    • Aparência límpida
    • São indicadas para cobertura de refeição e correção de hiperglicemia. Dessa forma devem ser combinadas com outro tipo de insulina, de ação mais lenta. Podem ser usadas também com bomba de insulina, porém são utilizadas sozinhas.
  • Ação Rápida
    • Exemplos: Humolin R, Novolin R
    • Ação – começa a agir 30 minutos após aplicada
    • Duração – 3 a 6 horas, com pico de ação às 2 ou 3 horas
    • Aparência límpida
  • Ação Intermediária
    • Exemplos: Humolin NPH, Novolin N (NPH)
    • Ação – começa a agir de 2 a 4 horas após a aplicação
    • Duração – 12 a 18 horas, com pico de ação das 4 a 12 horas
    • Aspecto Turvo
  • Ação Lenta
    • Exemplos: Levemir (detemir), Lantus (glargina)
    • Ação – começa a agir de 1 a 2 horas (detemir) e 1 hora (glargina) após a aplicação
    • Duração – 6 a 23 horas (detemir) e 24 horas(glargina), com pico de ação de 6 a 8 horas (detemir), enquanto a glargina quase não tem pico de ação
    • Esse tipo de insulina não pode ser misturada a nenhum outro tipo de insulina.
    • Geralmente, elas são combinadas com outros tipos de insulina rápida ou ultrarrápida.

Abaixo, um gráfico que indica melhor o início da ação, pico e duração de cada tipo de insulina:

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Pâncreas Artificial

 Mulher usa protótipo de pâncreas bioartificial no Centro Europeu para o Estudo da Diabetes (CEED) (Foto: AFP Photo/Frederick Florin)

Mais um projeto visando a melhoria na vida dos diabéticos está sendo testado! E mais uma vez, o foco é diminuir as injeções diárias de insulina. Esse projeto, desenvolvido por pesquisadores franceses, será testado pela primeira vez em um humano em 2016.

Funcionará da seguinte forma: com a implantação de um disco no abdômen, a produção de insulina ocorreria dentro desse disco pelas células do pâncreas. A substituição do disco, ocorreria a cada 4 ou 6 anos, enquanto das células pancreáticas a cada 6 ou 12 meses através de injeções subcutâneas.

Mas essa técnica nos lembra do transplante de células pancreáticas, não? É um pouco parecida. A diferença se encontra na parte de que para o transplante, tem poucas das células em questão, além da pessoa ter que tomar medicamentos, que trazem efeitos colaterais. Já nesse pâncreas artificial, as células do pâncreas (geradas a partir de células-tronco pela engenharia genética) ficam fora dos ataques do sistema imunológico.