Emoções e a diabetes

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Já ouvi muitas pessoas e até médicos dizerem que as emoções não influenciam em nada no controle da diabetes. Mas eu discordo disso por me observar nessas situações. Quando estou ansiosa, de TPM, estressada, irritada ou com qualquer variação no humor minha glicemia tende a ficar um pouco mais alta. Buscando informações mais técnicas a respeito, sabemos que essas alterações causam a liberação de hormônios como adrenalina, cortisol… Esses hormônios tem efeitos no nosso corpo que alteram a ação normal da insulina, impactando diretamente a glicemia. Óbvio, que existem outros fatores que afetam em conjunto, como a alimentação, exercícios, entre outros, por isso não devemos culpar só o humor de alguém como o responsável de uma glicemia descontrolada.

Existem situações mais graves, em que as emoções alteram não só a diabetes como toda a nossa vida, que é o caso da depressão. Esse assunto eu tratarei em um post separado com mais detalhes.

A grande questão é: o descontrole da diabetes que causa alterações no humor ou as alterações no humor que descontrolam a diabetes?

Por exemplo, casos de hipoglicemia podem nos deixar irritados e de hiperglicemia mau humorados. Mas mesmo assim, os pesquisadores ainda não sabem responder qual vem primeiro, a alteração no humor ou a glicemia alta ou baixa.

E vocês? O que acham? Percebem alguma alteração no controle em momentos de variação de humor?

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A diabetes e eu

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Estou há bastante tempo afastada, mas hoje estava no Facebook e vi a mensagem de uma mãe falando sobre seu filho de 10 anos e divulgando o blog dele que ele estava voltando a escrever. O pouco que ela contou sobre a história dele me tocou e decidi escrever uma mensagem para ele escrevendo sobre o que eu já passei. Aí percebi que nunca tinha feito isso aqui de verdade e decidi transformar em um post. Espero que vocês tenham paciência para ler e qualquer coisa que queiram conversar estou aberta. Bom… então vamos começar….

Meu nome é Fernanda, tenho 21 anos e sou diabética há 10 anos. Tenho esse blog, no qual tento passar a minha visão sobre a diabetes com a explicação de tudo o que acontece no nosso corpo, novidades, entre outros. Decidi criar esse blog por ver como existem muitas versões de um mesmo assunto quando se trata da diabetes. E sempre quis passar que é possível viver bem com a diabetes sem nenhuma restrição, esse é o principal objetivo desse blog.

Pra começar, como minha médica Márcia disse há muito tempo para mim “a diabetes não é uma doença é apenas um problema”. E essa frase eu levei por toda a minha vida e eu de fato não me considero uma pessoa doente. Tenho apenas um problema com o qual tenho que lidar e cuidar todos os dias, assim como temos que nos alimentar pra viver, dormir ou qualquer outra coisa para nossa sobrevivência. Eu descobri que tinha diabetes quando tinha 10 anos. Emagreci 7kg e os outros sintomas eu não sentia porque sempre bebi muita água. A única coisa diferente na minha casa, foram formigas que apareceram no vaso do banheiro (minha glicemia estava tão alta que o açúcar estava sendo eliminado pela urina). Meu pediatra, na época, pediu um exame de sangue. Fiz e quando saiu o resultado minha mãe passou o resultado pelo telefone para ele. A única coisa que ele falou foi “corre para um hospital”.

Fomos para o hospital, fiz um novo exame de sangue e fui internada na UTI com quase 600mg/dL de glicemia. Mas não fiquei muito tempo por lá, passei menos de dois dias na UTI e depois fiquei no quarto. A partir daquele momento, comecei a tomar insulina e nunca mais parei. Minha vida mudou… Descobri que tinha uma “doença” que nem sabia direito o que era, a única coisa que eu sabia era que meu avô tinha, mas só isso. Sai daquele hospital tendo que enfrentar um novo mundo, que eu nem sabia direito qual era ele. Não sabia o que eu deveria fazer, nem como cuidar da diabetes. Minha primeira médica foi particular. E a primeira proibição foram dos doces. Eu era uma criança que não comia muitos doces, mas a partir daquele momento eu comecei a ter vontade de comer qualquer tipo de doce. Eu costumo dizer que naquela época eu era uma pessoa doente. Eu tinha algumas proibições, minha glicemia não era nem um pouco controlada (300/400 era meio que normal) e minha médica não dava muita instrução para mim. Minha sorte é que eu tinha pessoas ao meu lado: minha família e meus amigos. Todos me davam o maior apoio, não comiam doces na minha frente e me ajudavam com tudo. Mas isso não quer dizer que eu não tenha me perguntado várias vezes: “porque eu?”, “o que eu fiz para ter isso?”, entre tantas outras perguntas que tenho certeza que todos já se fizeram nessa situação.

Eu convivi com essa situação por algum tempo, até que minha mãe descobriu que uma amiga dela, que também tinha diabetes, passava no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Fomos descobrir como fazer pra entrar lá. Resultado, passei um ano em uma fila de espera. Até que me chamaram, foi nesse momento que minha vida mudou completamente.

Lá aprendi uma nova forma de viver, sem qualquer tipo de proibição. Eu podia realmente viver como uma pessoa “normal”. Não gosto muito de usar a palavra “normal”, porque isso induz que existem pessoas anormais. Mas na realidade cada pessoa é única, com suas diferenças, seu jeito, suas ideias e suas manias. Mas voltando… no hospital das clínicas, aprendi como viver bem, comendo de tudo e sem nenhuma restrição. Nesse período, eu descobri o que a diabetes trouxe de bom para a minha vida. Aprendi a controlar meus horários, comendo de 3 em 3 horas. Isso era meio que uma necessidade, porque se eu seguisse isso, aplicaria insulina menos vezes, que já eram muitas (7 vezes). Aprendi a ter mais responsabilidade comigo e com minha diabetes, porque se eu não me cuidasse, ninguém mais cuidaria e muitas complicações poderiam vir. Então nesse momento, eu decidi deixar de ser uma pessoa “doente” e comecei a tirar o que tinha de melhor em ser diabética.

Quanto as insulinas, inicialmente, quando ainda passava com a médica particular tomava dois tipos de insulina NPH e Rápida e tinha as quantidades tabeladas. Quando entrei no hospital das clínicas, comecei com Lantus e Rápida e fazendo contagem de carboidratos (e era por conta da contagem que eu podia comer de tudo). Nessa época tomava no mínimo sete picadas por dia e a cada vez que eu comia algo fora dos meus horários era uma picada a mais. Depois de um tempo, minha médica decidiu fazer um teste comigo, com a bomba de insulina durante um mês. Antes do teste eu não queria usar bomba, porque eu tinha medo e não gostava da ideia de um aparelho conectado a mim 24 horas por dias. Quando eu aceitei fazer o teste, não queria saber de trocar, adorei a bomba. Aí através de um processo contra o governo, consegui uma bomba para mim e todos os insumos gratuitamente. Foi outra mudança de rotina e na forma de viver. A partir daí, eu tive muito mais liberdade para me alimentar, inclusive eu acabei engordando. Podia comer de tudo em qualquer hora e isso não significava mais uma picada. No final, troquei sete picadas por dia por uma picada a cada três dias, além da maior liberdade nos horários para me alimentar. Foi um ganho e tanto. A troca para a bomba foi em um momento propício, porque foi exatamente quando estava entrando na faculdade, quando todas as minhas rotinas mudaram e viraram de cabeça para baixo, mas já falo mais do que acontecia com a minha vida pessoal. Depois de mudar para a bomba, minha qualidade de vida aumentou muito e em contraposição meus controles pioraram um pouco. Isso foi junto com uma mudança de rotina e de vida enorme, mas estou conseguindo reverter e estou quase chegando na casa dos 6 de hemoglobina glicada.

Bom… a diabetes atrapalhou em alguma coisa a minha vida? Não, em nada. Saio com meus amigos e vou em festas (não tanto, mas por escolha minha), estudo, vou me formar, trabalho, já namorei, vou a shoppings, restaurantes…. resumindo, a diabetes não me proíbe de fazer nada. Nunca sofri bullying por isso, meus amigos sempre tentam entender o que é e me apoiam. Já recebi apelido na faculdade por conta da bomba, mas tudo brincadeiras saudáveis. Minha família também sempre me ajuda. Nunca tive convulsão ou entrei em coma. Tenho problemas de visão (astigmatismo e hipermetropia) mas nada por conta da diabetes, é “meu” mesmo (sempre faço exames de fundo de olho).

Agora… sempre só tive momentos bons durante meu tratamento da diabetes? Também não. Momentos de stress e de ansiedade descontrolam minha glicemia. TPM, gripe e infecções igualmente. Já tive diversos problemas, um deles eu tive umas 10 vezes o mesmo tipo e ia no médico e eles sempre receitavam o mesmo antibiótico. Eu cheguei a não aguentar mais. Todos esses momentos foram difíceis e deixaram a minha glicemia louca.

Mas parando de falar de momentos ruins, todo mundo, diabético ou não passa por dificuldades. Eu costumo dizer que a diabetes pode ser um bicho de sete cabeças horrível ou pode ser um gatinho fofo, só depende do que queremos. Podemos ter a diabetes como nossa amiga ou como nossa inimiga. Eu preferi torná-la minha amiga. A maioria das pessoas que convivem comigo, ou não sabem que eu tenho ou se sabem nem lembram, porque eu não faço com que isso seja a pior coisa da minha vida. E também achar que é o perseguido por ter diabetes ou que a vida é injusta não adianta nada e também não vai mudar nada. Já que não tem jeito e temos que viver com a diabetes de qualquer forma, porque não viver do melhor jeito? Ter um blog me fez ver a diversidade das pessoas, e como elas convivem com a diabetes de formas totalmente diferentes e é por isso que estou aqui contando minha história. Se você chegou até aqui, o que eu tenho para dizer é que a diabetes não me define, nem é o mais importante na minha vida mas ela faz de mim quem sou hoje e de certa forma é muito importante para mim. Então não fiquem rejeitando a sua diabetes, por pior que seja, porque ela faz parte de cada um dos diabéticos e por enquanto não temos como mudar isso.

Hiperglicemia, uma vilã da diabetes

Acredito que todo mundo já ouviu falar de hiperglicemia, e já tiveram que lidar com ela pelo menos alguma vez. A hiperglicemia é o excesso de glicose no sangue, ou seja, quando a glicemia está maior ou igual a 200mg/dL.

É possível sentir quando estamos hiperglicêmicos, alguns sintomas são:

  • Vontade de urinar, porque com o excesso de glicose no sangue, o açúcar começa a ser eliminado pela urina
  • Sede, devido a perda de água pela urina
  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Fome
  • Sonolência
  • Hálito Cetônico

É importante tentar descobrir a causa da hiperglicemia, que podem ser:

  • Abusar na alimentação e/ou não tomar a insulina necessária
  • Stress
  • Doença/Infecção

Em qualquer caso de hiperglicemia deve-se seguir o acordado com o seu médico. Em casos de emergência, ir para o hospital.

Há casos mais graves que a pessoa pode entrar em coma, por isso é muito importante lembrar que a hiperglicemia é tão perigosa quanto a hipoglicemia. Além disso, hiperglicemias constantes podem trazer diversos problemas na nossa saúde, como cegueira, problemas de visão, fígado….

Um Ano de Blog!!!

Essa semana, fez um ano desde o primeiro post no meu blog. Quando eu comecei um ano atrás, não imaginava que chegaria aos 600 likes. Pode parecer um número pequeno em comparação a outras páginas famosas, mas para mim já é uma grande conquista. Nesse um ano falei sobre diversos temas, começando pelas duas principais dúvidas das pessoas no geral, que são: “O que é a diabetes?” e “Qual a relação entre diabéticos e doces?“. Principalmente a parte de doces, é um assunto muito discutido e que gera muitas dúvidas tanto para diabéticos quanto para não diabéticos.

Também falei sobre assuntos relacionados que tem bastante destaque entre médicos e diabéticos, como: Lipodistrofia, os pés diabéticos, Hemoglobina Glicada e Atividade Física. Falei também sobre novas tecnologias e pesquisas como o monitor IBGStar, Pâncreas Artificial, Bomba de Insulina, Pílula de Insulina, aplicativos que estão por vir, Insulina Inalável e sobre o que seria “reiniciar” o sistema imunológico.

Outro assunto importante, pelo qual passamos todos os anos, são o Dia Internacional do Diabético e o Dia Mundial da Diabetes, dias importantíssimos para nós diabéticos, para mostrar como esse assunto é importante e como podemos ser saudáveis e normais como qualquer outra pessoa.

Durante o ano que passou também passei por transformações pessoais, ainda estou fazendo o aplicativo para diabéticos que prometi (ele está ficando bonitão!) e também dei palestras falando sobre a diabetes, sobre meu aplicativo e sobre o blog também.

Gostaria de agradecer por todos que entraram em contato comigo, que vieram converar, tirar dúvidas, dar sugestões, e gostaria de me colocar ainda mais disponível para vocês entrarem em contato. Qualquer coisa que precisarem, podem vir conversar, falar, perguntar para mim que responderei com prazer. Estou aceitando também sugestões para novos posts, temas que vocês tenham interesse em saber mais, conhecer ou que possuam alguma dúvida. Podem entrar em contato comigo pelo meu e-mail fernandabernardo94@gmail.com, pela página do Facebook do Diabetes Mais Doce, ou até mesmo pelo blog.

E que venha mais um ano de posts e inovações!

Burnout, o que é isso?

burnout

 

Já ficou desanimado com a rotina da sua diabetes, querendo jogar tudo para o alto? Esquecendo ela, os conselhos médicos e tudo mais? Isso tem um nome e até formas de prevenir, chama-se burnout. Essa palavra em inglês faz referência a queimar, ou seja, seria como se você estivesse explodindo com a sua diabetes.

Esse estado caracteriza uma pessoa que está desregrada com o tratamento da diabetes e com a sua glicemia, não ligar para o que está comendo, tomar insulina errada ou nem tomar, entre outras características que demonstram o desinteresse com a rotina do tratamento.

O burnout muitas vezes é acompanhado de alterações psicológicas, tais como: estresse, ansiedade, depressão, e estados emocionais como raiva, culpa, ressentimento, vergonha…

Há formas de prevenir o burnout, acredito que a primeira delas é se perdoar por não ter uma diabetes “perfeita”. Vou explicar. Muitas pessoas sentem-se frustradas por não conseguirem atingir sempre o alvo da sua glicemia. Só que isso gera muito estresse e desânimo com todo o tratamento. Então, a solução para isso, é não se importar com ocasionais oscilações na glicemia, porque isso acontece. Óbvio que isso não pode ser frequente, nem chegar a níveis altíssimos. Mas como estamos tratando de seres humanos e do nosso corpo, é muito complicado atingir 100% de perfeição.

Outras formas de prevenir, é tendo apoio dos familiares e amigos, afinal é sempre bom alguém mais saber o que você está buscando e enfrentando. E eles podem ajudar você a não desistir também. E mais uma forma é consultar o médico regularmente. Isso também é importante, para criar uma rotina, para o médico te alertar de eventuais erros, e também para ver as evoluções.

Matéria sobre bomba de insulina

Pela indicação de Alberto Madjer Vieira, publico essa matéria interessante sobre bomba de insulina:

“Após 10 anos de tratamento, portadora de diabetes controla níveis glicêmicos com mudança de terapia

Diabética tipo 2, Maria Nila sempre enfrentou problemas para controlar os níveis de glicose até o momento que adotou a bomba de insulina

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São Paulo, novembro de 2014 – No Dia Mundial do Diabetes, conheça o caso da portadora de diabetes mellitus tipo 2, Maria Nila, que após anos tendo dificuldade para controlar os níveis glicêmicos com a terapia tradicional – aplicação diárias de insulina por meio de injeções, aderiu ao uso da bomba de insulina como uma nova alternativa a fim de melhorar sua qualidade de vida e diminuir os riscos de desenvolver outras complicações. “Eu tinha muita dificuldade de controlar meus níveis de glicemia, mas, após alguns meses usando a bomba junto com meu médico, notamos um progresso significativo no meu tratamento. Inclusive, tenho tido mais flexibilidade na alimentação sem ter problemas de hipoglicemia”, pontua a dona de casa Maria Nila de 72 anos.

O exemplo da dona de casa ilustra os resultados de uma pesquisa divulgada recentemente pela publicação The Lancet, o OpT2mise.  O estudo, que acompanhou 331 pacientes portadores de diabetes tipo 2 não bem controlados (168 com CSII[1]/163 com MDI[2]), entre 30 e 75 anos, identificou uma melhora significativa no controle glicêmico com a bomba de insulina, que disponibiliza insulina em microdoses e fornece mais segurança ao paciente, em comparação com a terapia de injeção.

Para o Dr. Rodrigo Lamounier, endocrinologista do CDDH, Centro de Diabetes de Belo Horizonte, o mais interessante desse estudo foi saber que existe uma melhora no controle glicêmico sem episódios de hipoglicemia grave. Ainda foi possível notar que os pacientes usuários da bomba tiveram uma redução na dose total de insulina em mais de 20%.  “É bom saber que ao longo dos anos vamos descobrindo novos caminhos para tratar nossos pacientes, de uma forma mais eficiente e melhorando a qualidade de vida deles”, conclui o médico.

Assim como a dona de casa Maria Nila que ficou muito satisfeita com os resultados da bomba relacionados ao seu tratamento, os pacientes envolvidos no estudo que utilizaram a bomba não pensam em abrir mão da terapia. O resultado obtido, de melhor controle glicêmico, independe da idade, duração da diabetes, dos resultados dos testes cognitivos e acompanhamento de picadas de dedo.

O médico destaca que o caso da Maria Nila é um exemplo de sucesso, de que a tecnologia pode trazer enorme benefício em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e que idosos, quando bem motivados e treinados, podem se adaptar muito bem a este tipo de tratamento, como ocorre também, por exemplo, com crianças. “O principal bloqueio para aderir a novas terapias, sem dúvida, é a falta de informação e de contato com a tecnologia, que pode dar à pessoa que não conhece o tratamento a sensação de que é desconfortável ou que o uso contínuo da bomba de infusão de insulina conectada ao corpo 24 horas por dia limita a liberdade da pessoa. Na prática, o que ocorre é o contrário”, finaliza o especialista.

Abaixo o Dr. Rodrigo Nunes Lamounier explica a diferença entre o diabetes tipo 1 e 2.

Antes de discorrer a respeito da diferença entre o diabetes tipo 1 e 2, gostaria de esclarecer melhor a importância do pâncreas:

O pâncreas é o órgão responsável por produzir insulina, sendo que a insulina regula o metabolismo da glicose no sangue. A glicose é o combustível fundamental para o corpo, e é ela que fornece energia no decorrer do dia para cumprirmos nossas atividades diárias. No entanto, para que a glicose que está na corrente sanguínea entre nas células, é essencial a ação da insulina.

O que é Diabetes Tipo 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Assim, com a destruição das células beta, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose aumenta no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Diabetes Tipo 1, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença. O Diabetes Tipo 1 aparece, sobretudo, na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também, de qualquer idade. Pode ser tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

O que é Diabetes Tipo 2

O Diabetes Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar a glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças e adolescentes também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de medicamentos e/ou insulina para controlar a glicose.

Sobre o Grupo de Diabetes da Medtronic

Medtronic está trabalhando em conjunto com a comunidade global para mudar a maneira como as pessoas controlam o diabetes. A empresa tem como objetivo transformar o cuidado do diabetes, expandindo o acesso, integrando cuidado e melhorando os resultados, para que as pessoas que vivem com doença possam desfrutar de maior liberdade e uma saúde melhor.

1 Bomba de Insulina

2 Terapia de Injeção”

Dia Mundial da Diabetes

Para quem não sabe, hoje (dia 14/11) é o dia mundial da diabetes. A data foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1991, e conta com o reconhecimento e apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), que em dezembro de 2006 assinou uma Resolução reconhecendo o diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial.

Alguns monumentos em todo o Brasil são iluminados de azul, para representar o “Novembro Azul”. Como o Cristo, no RJ;  catedral de Brasília; monumento das bandeiras, em SP; entre outros…

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Esse dia incentiva a conscientização em relação ao diabetes. Mas e porque azul? E porque o símbolo é um círculo?

Para começar, a campanha para a Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes é representada pelo círculo azul. A Federação Internacional de Diabetes (IDF), desde o início, buscou um símbolo que fosse simples e fácil de reproduzir. A ideia era de que até uma criança conseguisse desenhar com um giz de cera. Após essa ideia inicial, precisaram definir a forma e a cor do símbolo.

O significado do círculo é extremamente positivo. Nesse contexto, ele simboliza a união, uma vez que a comunidade se juntou para apoiar a Resolução.  O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que representa também a união entre os países.

Bom… depois de todas essas informações, o que tem feito nessa sexta azul? Compartilhe as suas experiências conosco!