Dia Internacional do Diabético!

Hoje (27 de junho), para quem não sabe, é o dia internacional do diabético (e não mundial da diabetes, que é dia 14 de novembro). Parabéns a todos os diabéticos e para mim também. Hoje, falarei um pouco mais sobre mim e não apenas sobre a diabetes em si. A mensagem que eu gostaria de passar é para que ninguém desista de cuidar da sua saúde, da sua diabetes. Ela tem que ser sua amiga, aliada, para que assim a vida de todos nós continue melhorando cada vez mais.

Geralmente, vejo muitas pessoas culpando a diabetes, ou reclamando o quanto é ruim ter que tratar esse problema (sim, costumo dizer que a diabetes não é uma doença, e sim apenas um problema que eu tenho que enfrentar todos os dias na minha vida). Não serei hipócrita a ponto de dizer que nunca reclamei desse tipo de coisa, mas eu lanço aqui um desafio a todos que lerem esse post! Ao invés de tentar sempre só enxergar o pior lado, tente começar a enxergar algum benefício ou hábito bom que a diabetes possa ter te trazido (tenho esse costume de tentar sempre ver o lado bom de tudo, não apenas com a diabetes, vou dizer que não é fácil, mas muitas vezes o resultado é bem satisfatório).

Como estou lançando esse desafio, irei falar o que a diabetes trouxe de vantagens para minha vida: aprendi a ter maior responsabilidade, a ponderar melhor entre o que é certo e errado (afinal, vemos muitas informações erradas por aí, por isso sempre digo que antes de sair fazendo qualquer coisa que vê pela internet, é melhor conversar com um médico), ser mais regrada com minha alimentação (ter horários certos para se alimentar), enfrentar meus próprios medos (sempre tive medo de agulhas, e me furar sozinha era algo que eu nunca me imaginaria fazendo), entre outras coisas. Talvez possa não parecer tanto, mas a diabetes contribuiu para formar a pessoa que sou hoje, meus hábitos e as formas de lidar com tudo.

E apenas mais uma coisa, um diabético pode sim viver como qualquer outra pessoa. Precisa ficar se furando o dia inteiro? Sim. Precisa ter um controle melhor da sua saúde? Sim. Tudo isso é fácil? Não. Mas hoje existem várias formas e tecnologias que contribuem para  tornar todo esse processo mais fácil e menos doloroso.

Finalizando, parabéns a todos mais uma vez e vamos continuar cuidando da nossa saúde da melhor forma possível 🙂

 

Hemoglobina Glicada… que?

Quanto deu sua última hemoglobina glicada? Sabe o que esse número representa ou o porque que tem que fazer esse exame? Nunca ouviu falar de hemoglobina glicada? Bom… é sobre isso que falarei nesse post.

O que é?  Antes de explicar o que é hemoglobina glicada, é interessante sabermos o que é a hemoglobina e qual o seu papel no nosso organismo. Ela é uma proteína presente nos nossos glóbulos vermelhos e sua principal função é transportar oxigênio pelo nosso corpo. Já a hemoglobina glicada é um pedaço da hemoglobina que se liga à glicose. Os glóbulos vermelhos tem um tempo de vida de em média 120 dias e durante esse tempo a glicose adere à hemoglobina dos glóbulos vermelhos. Então, pra que serve o exame? Serve para mostrar a  quantidade média de glicose nos últimos 2 a 3 meses, e isso nada mais é que a glicose que se aderiu a hemoglobina durante o período de vida dela. Além disso,  é importantíssima no diagnóstico e no controle da diabetes. Logo, esse é um exame importante não só para diabéticos, como para todas as pessoas.

Resultados? os resultados esperados nesses exames variam entre 4% e 6% entre pessoas não-diabéticas e abaixo de 7% para diabéticos.

É preciso tomar cuidado, pois como todo valor que representa uma média, o seu resultado não significa realmente que a sua diabetes está controlada. Por isso, é necessário sempre a avaliação de um médico.

Agora que já sabemos o que é a hemoglobina glicada e o que ela representa, podemos fazer com que ela atinja o valor ideal (menos que 7%). Só precisamos nos esforçar para controlar a nossa glicemia e fazer os exames periodicamente para saber o que está acontecendo com o nosso corpo.

Pâncreas Artificial e Bomba de Insulina

Acabou de sair uma reportagem na Record sobre diabéticos (confira nesse link). Tenho duas coisas a comentar sobre esse vídeo.

A primeira é sobre a Maria Cecília, uma menina que tem diabetes desde bem pequena e diz que não tem nada de ruim para falar sobre a diabetes. Acho que esse é um ponto para refletirmos o quanto a diabetes depende do ponto de vista de cada um e de como é levada. A Maria Cecília vive normalmente e bem com a diabetes. E do meu ponto de vista, é dessa forma mesmo que deve ser levada. Não somos doentes, ou temos que ter nenhuma privação. É possível sim vivermos como qualquer outra pessoa. Aí podem me dizer, “mas temos que injetar insulina todos os dias e picar nossos dedos várias vezes”, mas isso, para a gente, é como respirar, beber água, se alimentar. Tem que ser algo que pertença a nossa vida, para melhorar a nossa qualidade de vida. E não algo que nos diferencie ou faça terem pena de nós. Minha médica costuma me dizer que a diabetes é apenas um problema, como tantos outros que temos que lidar todos os dias, e nunca uma doença. Acredito que essa é a melhor forma de tratar a diabetes.

A segunda é sobre os tipos de tratamentos que a medicina está nos trazendo. Uma é a bomba de insulina, que inclusive já tratei aqui no blog, o que nos proporciona uma independência enorme no nosso dia a dia. Outro tipo de tratamento que estão desenvolvendo é o do pâncreas artificial. Daqui alguns anos, quem sabe já não começam a testá-lo?

Pílula de Insulina pode virar realidade!

Estava lendo algumas notícias, quando encontrei esse post, que fala um pouco sobre uma empresa israelense que está trabalhando em um novo tipo de  tratamento para os diabéticos. Esse tratamento consiste em pílulas de insulina. Essa ideia, apesar de já existir há um tempo, vinha encontrando problemas pelo sistema digestivo digerir o comprimido antes de chegar ao lugar correto para absorção. O mais interessante foi que essa empresa investiu em um escudo para essa pílula, para que ela conseguisse passar pelos níveis altos de ácidos do estômago e só começar a ser quebrada no intestino, onde depois poderá entrar na circulação sanguínea para exercer a função normal da insulina. Infelizmente, essa pílula talvez não substitua por completo as injeções, mas pode pelo menos reduzir a quantidade de picadas e tem trazido bons resultados para os diabéticos que estão participando das pesquisas.

Apesar de essa notícia ser um pouco antiga (ano passado), é bem interessante ver que existem estudos tentando melhorar as nossas vidas e como que isso pode nos ajudar. Além disso, é possível ver também quais os problemas que esses novos tratamentos estão enfrentando e que tem empresas de todo o mundo investindo recursos para encontrar soluções.

Pode ainda não ser uma cura para a diabetes, mas sem dúvidas já é algo que pode melhorar a nossa qualidade de vida de alguma forma, diminuindo as tão incômodas injeções constantes.

Bomba de Insulina

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Já imaginou trocar as milhões de picadas diárias por algumas picadas por semana? Essa é uma das propostas da bomba de insulina!

Mas afinal, o que é uma bomba de insulina? É basicamente um aparelho que libera insulina de ação rápida durante as 24 horas do dia. Ela se aproxima bastante do funcionamento do pâncreas, com a única diferença que cada pessoa tem que programar doses extras ao longo do dia. Ela tem, aproximadamente, o tamanho de um celular e a insulina é liberada através de um cateter que é colocado sob a pele.

E como ela funciona? A bomba de insulina libera uma quantidade contínua de insulina, mais conhecida como basal, que serve para manter a glicemia estável ao longo do dia. Além dessa, libera uma quantidade de insulina definida pelo usuário em horários para correção de glicemia ou antes das refeições, mais conhecida como bolus. Essa terapia não exclui a necessidade do controle dos níveis de glicemia. A glicemia ainda continua sendo determinante para a quantidade de insulina que deverá ser liberada.

Quem pode usar? Tanto diabéticos do tipo 1 quanto do tipo 2 estão aptos a usar a bomba de insulina. Porém, com um aparelho tão poderoso, é necessário ter alguns cuidados a mais, e principalmente entender melhor o funcionamento da diabetes, contagem de carboidratos, insulina, entre outras coisas.

Quais as vantagens?

  • maior flexibilidade no dia a dia
  • possibilidade de tomar doses menores de insulina
  • reduz riscos de hipoglicemia
  • melhor controle da glicose
  • possível diminuição da hemoglobina glicada
  • maior flexibilidade no horário das refeições
  • menor número de picadas por semana
  • uso de apenas um tipo de insulina

Algumas pessoas não se animam com a ideia de ter um aparelho conectado a elas durante 24 horas por dia. Mas é algo para se avaliar com cuidado e conversar com o médico, pois pode valer muito a pena e aumentar a sua qualidade de vida. Além disso, a bomba exige algumas responsabilidades a mais, como aprender a contagem de carboidratos, não esquecer de trocar os cateteres de 2 a 3 dias, verificar a glicemia com regularidade. Porém, para que essa terapia possa dar certo, é preciso que o paciente aceite a ideia de pelo menos testar e estar mais atento as mudanças do seu diabetes.

Obs: Eu sou usuária de bomba de insulina, e antes eu tinha medo e não me animava com a ideia de ter algo conectado a mim o tempo todo. Depois que comecei o teste, não queria mais parar de usar. Além das picadas a menos (troquei 7 picadas por dia para 1 picada a cada 3 dias), ela me dá maior flexibilidade para comer no horário que eu quiser sem ter que pensar em tomar mais uma picada. Outra coisa interessante, é não ter que se preocupar no lugar que você está para poder aplicar insulina. Na verdade, é só tirá-la do bolso apertar alguns botões e pronto, a minha dose de insulina já está sendo aplicada sem nenhum esforço. Para mim, tornou a minha vida muito mais prática e flexível.