Tecnologias chegando para contagem de carboidratos!

Hoje em dia, a tecnologia é algo que pode ajudar bastante a melhorar a nossa qualidade de vida. Pensando nisso, sempre procuro tipos de tecnologia que podem ajudar no meu dia a dia e no tratamento da diabetes.

Imagina que legal seria se na hora do almoço, pudéssemos tirar uma foto do nosso prato e ele nos indicasse a quantidade de carboidrato que iremos ingerir? Facilitaria muito a contagem de carboidratos!

E isso já não é algo totalmente inalcançável ou surreal. Existem pesquisas e testes para que esse tipo de tecnologia entre no mercado. Seguem dois links que propõem essa função:

Lipodistrofia e rodízio de aplicações

Diabéticos que tomam insulina tem que aplicar algumas injeções por dia. Fazendo uma conta simples, supondo que uma pessoa tenha que tomar 4 injeções por dia (o que muitas vezes não é o suficiente), durante um ano seriam quase 1500 injeções!

Mas temos tantos lugares para tantas injeções?

A resposta é sim, temos! Porém, de nada adianta aplicar insulina em apenas um local. É necessário fazer rodízios entre os lugares possíveis de aplicação. Os principais locais de rodízio são: braços, coxas, abdômen e nádegas. Em cada uma dessas regiões existem entre 6 e 8 locais e é importante o rodizio entre eles, com distância de 1 a 2 cm entre cada local (de 1 a 2 dedos). Na figura abaixo, pode-se ver melhor essas regiões:

Uma sugestão é começar por um local, por exemplo, o braço esquerdo, aplicar nos 8 locais possíveis, passar para o direito e continuar assim até passar por todos os lugares e depois reiniciar o processo.

A aplicação em um mesmo local diversas vezes seguidas pode provocar a lipodistrofia, que é uma alteração na pele, uma espécie de “caroço” que além de trazer problemas estéticos, traz problemas na absorção de insulina, deixando o processo mais lento podendo causar hiperglicemias ou aumento de dose da insulina sem necessidade.

Para ajudar a fazer o rodízio de forma correta, seguem algumas dicas:

  • Não aplicar insulina perto do umbigo, pois nesse local a absorção da insulina é muito mais rápida. Deve-se deixar um espaço de 3 dedos ao seu redor.
  • Não aplicar perto de pintas ou cicatrizes
  • Não aplicar em um local que seja exercitada logo após a aplicação, pois os exercícios aumentam a circulação do sangue e isso faz com que a insulina seja absorvida mais rápido que o normal. Uma sugestão, por exemplo,  é se caso for correr aplicar a insulina no braço.
  • Para ajudar na hora de fazer a prega para aplicação de insulina no braço, uma sugestão é apoiar o braço no encosto de uma cadeira ou utilizar agulhar curtas.

Durante todo esse processo é recomendável acompanhar mais atentamente as variações glicêmicas juntamente com um médico, para saber quais são os melhores horários para se aplicar insulina em um determinado local.

Hipoglicemia: Como reagir?

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Quem convive com pessoas diabéticas, já deve ter presenciado uma crise de hipoglicemia. O que fazer? Como ajudar? Como perceber? É muito importante que nós, diabéticos, deixemos quem mais convive conosco avisados sobre o que fazer, já que geralmente sabemos como lidar com a hipoglicemia (mesmo quem não sabe, será apresentado neste post), mas às vezes precisamos de ajuda externa.

O que é hipoglicemia?

Segundo o dicionário, a hipoglicemia é uma “condição anormal, caracterizada pela quantidade diminuída de glicose no sangue”. Ou seja, se a glicemia estiver abaixo de um determinado valor, é necessário tomar alguns cuidados e tratá-la rapidamente. Muitos dizem que se a glicemia estiver abaixo de 70 mg/dL já é considerada uma hipoglicemia. Porém, o mais indicado é a consulta de um médico e ele indicará qual o valor “ideal” para o paciente.

Qual a causa?

Geralmente ela ocorre por:

  • tomar insulina a mais por engano,
  • exercício físico em excesso,
  • pular refeições,
  • consumo de álcool

Quais são os sintomas?

Os sintomas da hipoglicemia variam de pessoa para pessoa. Para alguns diabéticos ela é assintomática. Isso depende muito da pessoa e da frequência com que os níveis da glicose ficam baixos. Porém, alguns dos sintomas mais comuns são:

  • Tontura
  • Fome excessiva
  • Fraqueza
  • Coração acelerado
  • Suor em excesso
  • Tremor
  • Palidez

Há também o caso da glicemia chegar a valores muito baixos, chegando ao nível do diabético ficar semi-consciente ou inconsciente, ou até mesmo entrar em coma. Nesses casos, o diabético precisa da ajuda de alguém para retornar à consciência.

Como tratar?

O primeiro tipo de hipoglicemia, na qual o diabético está consciente, o tratamento é feito com a ingestão de 15g de carboidratos, como por exemplo:

  • 1 copo pequeno (150 ml) de suco de laranja
  • 1 copo pequeno (150 ml) de refrigerante não dietético
  • 3 balas de caramelo
  • 1 colher de sopa rasa de açúcar com água
  • 1 colher de mel

Após a ingestão do carboidrato, esperar 15 minutos e repetir a medição da glicemia, se continuar abaixo do indicado, repetir o processo.

Quando o paciente está semi-consciente ou inconsciente, ele não consegue mais ingerir alimentos. Por isso, não deve insistir que ele se alimente, pois existe o risco do alimento ser aspirado para o pulmão. Nesse caso, o melhor é injetar glucagon (hormônio que tem função contrária a da insulina, ou seja, aumentar o nível da glicemia), ou também pode tentar colocar açúcar na mucosa das bochechas. Caso não funcione, levar o paciente imediatamente ao hospital.

Como prevenir?

O melhor para prevenção é estar sempre atento aos níveis glicêmicos e sempre ter um lanche consigo para casos de emergência. Outros períodos em que deve aumentar a monitoração é durante a prática de exercícios físicos e durante a noite (principalmente antes de dormir). Com isso, é possível conviver bem com a diabetes e evitar hipoglicemias.