Diabetes tipo 1, cadê os doces?

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A primeira coisa que a maioria das pessoas me pergunta quando digo que tenho diabetes é: “Você não pode comer doces?”. E eu sempre explico que não tenho nenhuma restrição alimentar e ainda explico o porque disso fazer algum sentido biologicamente.

Acredito que pela forma como a diabetes ainda é divulgada hoje em dia em todos os tipos de mídia e mesmo pelos médicos, esse mito ainda persiste na cabeça de muitas pessoas. Porém, é possível viver bem com a diabetes e ainda assim comer de tudo um pouco. A grande questão é “controlar a glicemia” como aborda a notícia do R7.

Obviamente, os diabéticos, assim como todas as pessoas, têm que ter uma alimentação balanceada e controlada, sem exageros. Mas nada de proibições. Qualquer coisa que uma pessoa não-diabética pode comer, um diabético também pode!

A questão é a seguinte: qualquer alimento que comemos que tiver carboidratos, não necessariamente doces como também pães, cereais, massas, dentro outros, durante a digestão viram açúcar no sangue. Esse açúcar no sangue, que faz a nossa glicemia se elevar. Então, o que fazer para conseguir comer de tudo e a glicemia continuar controlada?

Para isso, existe uma terapia nutricional chamada contagem de carboidratos, na qual todo carboidrato é levado em consideração na hora de tomar insulina. Ou seja, dependendo do total de carboidratos ingeridos em uma refeição a pessoa aplica uma quantidade de insulina. Dedicarei um post apenas para abordar esse tema.

Mas é preciso cuidado, grandes poderes trazem grandes responsabilidades! Por isso é importante o acompanhamento de um médico, tanto para explicar todo o funcionamento e as contas da contagem de carboidratos, quanto para acompanhar o resultado na vida do diabético.

 

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Diabetes: o que é, onde vive e o que come?

Diabetes

O que é diabetes? Não poder mais comer doces? Ter um monte de problemas e restrições?

Bom… não é bem assim. Para começar, vamos entender um pouco o funcionamento do nosso organismo.  Quando nos alimentamos,  todo carboidrato que tem nos alimentos passa pela digestão e é transformado em açúcar (glicose).  Enquanto isso, o pâncreas está produzindo insulina (um dos hormônios produzidos por ele) e mandando para o sangue. O papel da insulina, é como se fosse o de um caminhão. Ela pega a glicose que está no sangue e a transporta até a célula, para que esta possa utilizar a glicose como uma forma de energia para continuar mantendo o corpo funcionando direito.

Esse é o funcionamento do nosso corpo: nos alimentamos -> digestão -> pâncreas produz insulina -> insulina pega glicose e leva até a célula -> célula transforma glicose em energia

E onde a diabetes entra? Quando o pâncreas não consegue dar conta da quantidade de insulina que o corpo precisa, ou quando ele para totalmente de produzí-la, isso caracteriza a diabetes.  Existem alguns tipos de diabetes, cada uma com um diferente tipo de tratamento. Entre elas, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional. Existe também a diabetes insipidus, que não está relacionada ao problema de produção de insulina, e será abordada em um outro post.

Na diabetes tipo 1, o pâncreas para de produzir insulina ou produz uma quantidade muito pequena, por um fator genético(hereditário). Geralmente aparece em crianças e adolescentes, com alguns sintomas: vontade frequente para urinar, boca muito seca, perda de peso sem causa aparente, cansaço. Por não serem sintomas muito fortes ou característicos, é muito importante fazer exames de sangue regularmente. O tratamento,  geralmente, é feito com aplicações regulares de insulina.

Já a diabetes tipo 2 é causada por maus hábitos alimentares, sedentarismo, obesidade e também fatores genéticos. Antigamente, era mais conhecida por adultos apresentarem o diagnóstico. Porém, hoje já passa de 45% da incidência da doença em adolescentes. O tratamento não é necessariamente com aplicações frequentes de insulina, já que o pâncreas ainda produz insulina. Muitos casos, conseguem apenas controlar a alimentação e tomar remédios.

A diabetes gestacional aparece, muitas vezes, apenas durante a gestação. Pode ter um quadro parecido com a diabetes tipo 2, mas se o nível glicêmico estiver muito alto, o médico pode indicar o uso de insulina.

Em todos os casos, é muito importante o controle da glicemia e o acompanhamento de um médico. É possível viver bem com a diabetes, sem ter restrições alimentares ou mesmo na vida da pessoa. A diabetes é uma doença perigosa, apenas se não tratada com a devida atenção. Caso contrário, o diabético vive uma vida normal!