Mudanças: Bomba de Insulina versus Caneta

Mudanças

Pra quem não sabe, sou diabética há 12 anos e já passei por alguns tipos de tratamento para a diabetes. Nos últimos 3 meses voltei a usar caneta, com as insulinas NPH e R. Nos últimos 5 anos, estava usando bomba de insulina. Essa troca aconteceu porque minha médica estava achando que o tratamento com a bomba de insulina não estava sendo bom pra mim no momento e achou melhor voltar para o método tradicional com a caneta.

Confesso que isso foi um choque para mim, porque eu sempre vi muitas vantagens na bomba, e achava a caneta terrível. Mas, por ser uma recomendação médica, aceitei e troquei o tratamento. Na época, estava um caos para mim, estava odiando a ideia. Hoje, consigo ver algumas vantagens e vejo ainda mais, o quanto estava me tornando preguiçosa com o controle da minha diabetes na época que estava usando bomba.

Antes de falar sobre o que achei de cada uma, vou falar um pouco sobre como é cada uma delas:

  • No tratamento com a bomba de insulina, é usada apenas um tipo de insulina, a de ação rápida ou ultra rápida. Com isso, a pessoa fica com a bomba conectada ao corpo durante 24 horas por dia e tem uma insulinização constante. O indicado é a troca do cateter a cada 3 dias, o que significa, uma picada a cada três dias.
  • No tratamento com a caneta, são usadas dois tipos de insulina, a de ação rápida e a lenta. No meu caso, uso a NPH e a R. Ainda exemplificando o meu caso (cada pessoa tem um tratamento diferente), uso a NPH três vezes ao dia em horários fixos (manhã, tarde e noite) e a R a cada vez que me alimento.

Agora vou contar o que eu achei de cada uma das terapias. Não necessariamente são vantagens e desvantagens, porque cada um tem uma percepção diferente e um gosto diferente. Deixando claro, que essa foi uma percepção minha e que nem sempre todas as pessoas acham isso. Além disso, para toda e qualquer mudança, converse antes com o seu médico 😉

# Quantidade de picadas

Acredito que uma das diferenças mais gritantes seja quanto ao número de picadas em um espaço de tempo. Vou sempre me usar como exemplo para facilitar. Enquanto com a bomba eu tinha que me furar uma vez a cada 3 dias, com a caneta eu tenho que me furar no mínimo 6 vezes por dia (3 vezes fixas da NPH e nas refeições grandes: café, almoço, jantar com a R. Isso sem contar com os lanches, que aumentariam mais umas 3 vezes). Isso era algo que pesava muito para mim logo que eu comecei a usar a bomba de insulina. Hoje, voltando para a caneta, não estou ligando tanto para esse fator. Na realidade, aprendi a lidar mais com a quantidade de vezes que tenho que tomar insulina.

# Companheira

O uso da bomba, te obriga a sempre carregar um objeto consigo. E não apenas um objeto, mas um objeto com fios. Isso acaba gerando algumas complicações com as roupas. Ou sempre tem que ter um bolso, ou precisa ter algum tipo de suporte para a bomba, para mantê-la presa ao seu corpo. Já a caneta, te obriga a sempre carregar a(s) caneta(s) e agulhas, mas não tem nada preso ao seu corpo. No começo do uso da bomba, era um incômodo, mas depois de pouquíssimo tempo, era como se ela já fizesse parte do meu corpo. A migração para a caneta causou até algum estranhamento, pois parecia que estava sempre faltando algo. Mas é algo de costume na minha opinião.

# Horários

Com o uso da caneta, a insulina lenta precisa de horários. Então, não importa se você perdeu hora, ou se é final de semana, a insulina sempre tem horários para ser tomada. Já com a bomba, isso não acontece, porque a própria configuração da bomba (feita pelos médicos) já se encarrega de fazer o papel da insulina lenta.

# Liberdade

Para alguns a liberdade pode ser uma maravilha, para outros pode ser um motivo para se acomodar. A bomba de insulina dá uma maior liberdade, pelo fato de você poder comer a qualquer hora e não ter que se furar e preparar tudo para tomar insulina. A única coisa a ser feita é apertar um botão para regular a quantidade e pronto! A insulina já está indo para dentro do seu corpo. Isso acaba te deixando mais livre para comer em diversos horários, várias vezes ao dia, sem nenhum tipo de “preocupação”. Com a caneta, comigo pelo menos, existe sempre a preocupação de tomar mais uma picada. Então pra mim, minha vida fica mais regrada, comendo no horário certo e tudo mais. Além disso, existe sempre a lembrança, de que você está tomando conta da sua diabetes, enquanto a bomba, te deixa mais livre, e pode causar até um sentimento de comodismo.


Eu defendo muito a ideia de que, nós, diabéticos somos pessoas normais, que podemos ter vidas normais sem nenhum tipo de restrição. Mas querendo ou não, nós temos que ter uma preocupação a mais, tomando nossa insulina no horário certo e da forma certa, fazendo contagem. Disso não podemos esquecer. O que aconteceu comigo, foi que quando eu voltei para a caneta agora, tive um choque de realidade. Como muitos falam “lembrei que sou diabética”. Não no sentido negativo, mas no sentido de que eu tenho que me cuidar para que tudo continue bem. Então hoje, depois do período que estava revoltada por ter “perdido” a bomba, eu percebo que foi bom para eu acordar, e lembrar que preciso me cuidar.

Hoje eu percebo, que os dois tipos de tratamento são ótimos, cada um tem suas vantagens. E, às vezes, precisamos transitar entre eles. Porque durante a nossa vida, passamos por momentos diferentes, temos necessidades diferentes, e obviamente nossa diabetes tem que se adequar a tudo isso. Então às vezes é necessário mudar e perceber como funcionam outros tipos de tratamento, lembrar que precisamos nos cuidar e não apenas ficar revoltado achando que o mundo é injusto.

Emoções e a diabetes

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Já ouvi muitas pessoas e até médicos dizerem que as emoções não influenciam em nada no controle da diabetes. Mas eu discordo disso por me observar nessas situações. Quando estou ansiosa, de TPM, estressada, irritada ou com qualquer variação no humor minha glicemia tende a ficar um pouco mais alta. Buscando informações mais técnicas a respeito, sabemos que essas alterações causam a liberação de hormônios como adrenalina, cortisol… Esses hormônios tem efeitos no nosso corpo que alteram a ação normal da insulina, impactando diretamente a glicemia. Óbvio, que existem outros fatores que afetam em conjunto, como a alimentação, exercícios, entre outros, por isso não devemos culpar só o humor de alguém como o responsável de uma glicemia descontrolada.

Existem situações mais graves, em que as emoções alteram não só a diabetes como toda a nossa vida, que é o caso da depressão. Esse assunto eu tratarei em um post separado com mais detalhes.

A grande questão é: o descontrole da diabetes que causa alterações no humor ou as alterações no humor que descontrolam a diabetes?

Por exemplo, casos de hipoglicemia podem nos deixar irritados e de hiperglicemia mau humorados. Mas mesmo assim, os pesquisadores ainda não sabem responder qual vem primeiro, a alteração no humor ou a glicemia alta ou baixa.

E vocês? O que acham? Percebem alguma alteração no controle em momentos de variação de humor?

A diabetes e eu

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Estou há bastante tempo afastada, mas hoje estava no Facebook e vi a mensagem de uma mãe falando sobre seu filho de 10 anos e divulgando o blog dele que ele estava voltando a escrever. O pouco que ela contou sobre a história dele me tocou e decidi escrever uma mensagem para ele escrevendo sobre o que eu já passei. Aí percebi que nunca tinha feito isso aqui de verdade e decidi transformar em um post. Espero que vocês tenham paciência para ler e qualquer coisa que queiram conversar estou aberta. Bom… então vamos começar….

Meu nome é Fernanda, tenho 21 anos e sou diabética há 10 anos. Tenho esse blog, no qual tento passar a minha visão sobre a diabetes com a explicação de tudo o que acontece no nosso corpo, novidades, entre outros. Decidi criar esse blog por ver como existem muitas versões de um mesmo assunto quando se trata da diabetes. E sempre quis passar que é possível viver bem com a diabetes sem nenhuma restrição, esse é o principal objetivo desse blog.

Pra começar, como minha médica Márcia disse há muito tempo para mim “a diabetes não é uma doença é apenas um problema”. E essa frase eu levei por toda a minha vida e eu de fato não me considero uma pessoa doente. Tenho apenas um problema com o qual tenho que lidar e cuidar todos os dias, assim como temos que nos alimentar pra viver, dormir ou qualquer outra coisa para nossa sobrevivência. Eu descobri que tinha diabetes quando tinha 10 anos. Emagreci 7kg e os outros sintomas eu não sentia porque sempre bebi muita água. A única coisa diferente na minha casa, foram formigas que apareceram no vaso do banheiro (minha glicemia estava tão alta que o açúcar estava sendo eliminado pela urina). Meu pediatra, na época, pediu um exame de sangue. Fiz e quando saiu o resultado minha mãe passou o resultado pelo telefone para ele. A única coisa que ele falou foi “corre para um hospital”.

Fomos para o hospital, fiz um novo exame de sangue e fui internada na UTI com quase 600mg/dL de glicemia. Mas não fiquei muito tempo por lá, passei menos de dois dias na UTI e depois fiquei no quarto. A partir daquele momento, comecei a tomar insulina e nunca mais parei. Minha vida mudou… Descobri que tinha uma “doença” que nem sabia direito o que era, a única coisa que eu sabia era que meu avô tinha, mas só isso. Sai daquele hospital tendo que enfrentar um novo mundo, que eu nem sabia direito qual era ele. Não sabia o que eu deveria fazer, nem como cuidar da diabetes. Minha primeira médica foi particular. E a primeira proibição foram dos doces. Eu era uma criança que não comia muitos doces, mas a partir daquele momento eu comecei a ter vontade de comer qualquer tipo de doce. Eu costumo dizer que naquela época eu era uma pessoa doente. Eu tinha algumas proibições, minha glicemia não era nem um pouco controlada (300/400 era meio que normal) e minha médica não dava muita instrução para mim. Minha sorte é que eu tinha pessoas ao meu lado: minha família e meus amigos. Todos me davam o maior apoio, não comiam doces na minha frente e me ajudavam com tudo. Mas isso não quer dizer que eu não tenha me perguntado várias vezes: “porque eu?”, “o que eu fiz para ter isso?”, entre tantas outras perguntas que tenho certeza que todos já se fizeram nessa situação.

Eu convivi com essa situação por algum tempo, até que minha mãe descobriu que uma amiga dela, que também tinha diabetes, passava no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Fomos descobrir como fazer pra entrar lá. Resultado, passei um ano em uma fila de espera. Até que me chamaram, foi nesse momento que minha vida mudou completamente.

Lá aprendi uma nova forma de viver, sem qualquer tipo de proibição. Eu podia realmente viver como uma pessoa “normal”. Não gosto muito de usar a palavra “normal”, porque isso induz que existem pessoas anormais. Mas na realidade cada pessoa é única, com suas diferenças, seu jeito, suas ideias e suas manias. Mas voltando… no hospital das clínicas, aprendi como viver bem, comendo de tudo e sem nenhuma restrição. Nesse período, eu descobri o que a diabetes trouxe de bom para a minha vida. Aprendi a controlar meus horários, comendo de 3 em 3 horas. Isso era meio que uma necessidade, porque se eu seguisse isso, aplicaria insulina menos vezes, que já eram muitas (7 vezes). Aprendi a ter mais responsabilidade comigo e com minha diabetes, porque se eu não me cuidasse, ninguém mais cuidaria e muitas complicações poderiam vir. Então nesse momento, eu decidi deixar de ser uma pessoa “doente” e comecei a tirar o que tinha de melhor em ser diabética.

Quanto as insulinas, inicialmente, quando ainda passava com a médica particular tomava dois tipos de insulina NPH e Rápida e tinha as quantidades tabeladas. Quando entrei no hospital das clínicas, comecei com Lantus e Rápida e fazendo contagem de carboidratos (e era por conta da contagem que eu podia comer de tudo). Nessa época tomava no mínimo sete picadas por dia e a cada vez que eu comia algo fora dos meus horários era uma picada a mais. Depois de um tempo, minha médica decidiu fazer um teste comigo, com a bomba de insulina durante um mês. Antes do teste eu não queria usar bomba, porque eu tinha medo e não gostava da ideia de um aparelho conectado a mim 24 horas por dias. Quando eu aceitei fazer o teste, não queria saber de trocar, adorei a bomba. Aí através de um processo contra o governo, consegui uma bomba para mim e todos os insumos gratuitamente. Foi outra mudança de rotina e na forma de viver. A partir daí, eu tive muito mais liberdade para me alimentar, inclusive eu acabei engordando. Podia comer de tudo em qualquer hora e isso não significava mais uma picada. No final, troquei sete picadas por dia por uma picada a cada três dias, além da maior liberdade nos horários para me alimentar. Foi um ganho e tanto. A troca para a bomba foi em um momento propício, porque foi exatamente quando estava entrando na faculdade, quando todas as minhas rotinas mudaram e viraram de cabeça para baixo, mas já falo mais do que acontecia com a minha vida pessoal. Depois de mudar para a bomba, minha qualidade de vida aumentou muito e em contraposição meus controles pioraram um pouco. Isso foi junto com uma mudança de rotina e de vida enorme, mas estou conseguindo reverter e estou quase chegando na casa dos 6 de hemoglobina glicada.

Bom… a diabetes atrapalhou em alguma coisa a minha vida? Não, em nada. Saio com meus amigos e vou em festas (não tanto, mas por escolha minha), estudo, vou me formar, trabalho, já namorei, vou a shoppings, restaurantes…. resumindo, a diabetes não me proíbe de fazer nada. Nunca sofri bullying por isso, meus amigos sempre tentam entender o que é e me apoiam. Já recebi apelido na faculdade por conta da bomba, mas tudo brincadeiras saudáveis. Minha família também sempre me ajuda. Nunca tive convulsão ou entrei em coma. Tenho problemas de visão (astigmatismo e hipermetropia) mas nada por conta da diabetes, é “meu” mesmo (sempre faço exames de fundo de olho).

Agora… sempre só tive momentos bons durante meu tratamento da diabetes? Também não. Momentos de stress e de ansiedade descontrolam minha glicemia. TPM, gripe e infecções igualmente. Já tive diversos problemas, um deles eu tive umas 10 vezes o mesmo tipo e ia no médico e eles sempre receitavam o mesmo antibiótico. Eu cheguei a não aguentar mais. Todos esses momentos foram difíceis e deixaram a minha glicemia louca.

Mas parando de falar de momentos ruins, todo mundo, diabético ou não passa por dificuldades. Eu costumo dizer que a diabetes pode ser um bicho de sete cabeças horrível ou pode ser um gatinho fofo, só depende do que queremos. Podemos ter a diabetes como nossa amiga ou como nossa inimiga. Eu preferi torná-la minha amiga. A maioria das pessoas que convivem comigo, ou não sabem que eu tenho ou se sabem nem lembram, porque eu não faço com que isso seja a pior coisa da minha vida. E também achar que é o perseguido por ter diabetes ou que a vida é injusta não adianta nada e também não vai mudar nada. Já que não tem jeito e temos que viver com a diabetes de qualquer forma, porque não viver do melhor jeito? Ter um blog me fez ver a diversidade das pessoas, e como elas convivem com a diabetes de formas totalmente diferentes e é por isso que estou aqui contando minha história. Se você chegou até aqui, o que eu tenho para dizer é que a diabetes não me define, nem é o mais importante na minha vida mas ela faz de mim quem sou hoje e de certa forma é muito importante para mim. Então não fiquem rejeitando a sua diabetes, por pior que seja, porque ela faz parte de cada um dos diabéticos e por enquanto não temos como mudar isso.

Insulina Inteligente

Um dos principais problemas de nós diabéticos, é com nossa glicemia e a quantidade de insulina que devemos tomar. Diante disso, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma nova molécula de insulina para controlar os níveis de açúcar no sangue. Mas em que isso difere das insulinas já existentes?

Esse novo tipo de insulina será capaz de “perceber” como está o nível de glicose no sangue e só atuar quando estiver alto. Como assim? Foi adicionado à insulina um “sensor” chamado  PBA (ácido fenil borônico), que liga a molécula de insulina às células do sangue e impede que ela tenha um efeito contínuo. Quando a glicemia aumenta, o PBA solta a insulina e dessa forma ela pode regular a glicemia. Isso impede que tenhamos hipoglicemia, já que a insulina só irá atuar no momento certo.

Segundo um dos autores da descoberta, Danny Chou,  “A Ins-PBA-F se encaixa na verdadeira definição de ‘insulina inteligente. É a primeira desenvolvida dessa maneira. Ela parece controlar os níveis de açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa que está disponível para pessoas que têm diabetes no momento”

Por enquanto, os pesquisadores viram que essa insulina dura por 14 horas, até menos do que algumas já existentes no mercado, mas sua principal diferença é sua “inteligência” para perceber a glicemia. Essa insulina está passando por testes em animais e os pesquisadores já estão pensando em como usar essa nova descoberta no tratamento em humanos. Eles acreditam que os testes clínicos com a nova insulina serão feitos nos próximos 2 a 5 anos.

Hiperglicemia, uma vilã da diabetes

Acredito que todo mundo já ouviu falar de hiperglicemia, e já tiveram que lidar com ela pelo menos alguma vez. A hiperglicemia é o excesso de glicose no sangue, ou seja, quando a glicemia está maior ou igual a 200mg/dL.

É possível sentir quando estamos hiperglicêmicos, alguns sintomas são:

  • Vontade de urinar, porque com o excesso de glicose no sangue, o açúcar começa a ser eliminado pela urina
  • Sede, devido a perda de água pela urina
  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Fome
  • Sonolência
  • Hálito Cetônico

É importante tentar descobrir a causa da hiperglicemia, que podem ser:

  • Abusar na alimentação e/ou não tomar a insulina necessária
  • Stress
  • Doença/Infecção

Em qualquer caso de hiperglicemia deve-se seguir o acordado com o seu médico. Em casos de emergência, ir para o hospital.

Há casos mais graves que a pessoa pode entrar em coma, por isso é muito importante lembrar que a hiperglicemia é tão perigosa quanto a hipoglicemia. Além disso, hiperglicemias constantes podem trazer diversos problemas na nossa saúde, como cegueira, problemas de visão, fígado….

Um Ano de Blog!!!

Essa semana, fez um ano desde o primeiro post no meu blog. Quando eu comecei um ano atrás, não imaginava que chegaria aos 600 likes. Pode parecer um número pequeno em comparação a outras páginas famosas, mas para mim já é uma grande conquista. Nesse um ano falei sobre diversos temas, começando pelas duas principais dúvidas das pessoas no geral, que são: “O que é a diabetes?” e “Qual a relação entre diabéticos e doces?“. Principalmente a parte de doces, é um assunto muito discutido e que gera muitas dúvidas tanto para diabéticos quanto para não diabéticos.

Também falei sobre assuntos relacionados que tem bastante destaque entre médicos e diabéticos, como: Lipodistrofia, os pés diabéticos, Hemoglobina Glicada e Atividade Física. Falei também sobre novas tecnologias e pesquisas como o monitor IBGStar, Pâncreas Artificial, Bomba de Insulina, Pílula de Insulina, aplicativos que estão por vir, Insulina Inalável e sobre o que seria “reiniciar” o sistema imunológico.

Outro assunto importante, pelo qual passamos todos os anos, são o Dia Internacional do Diabético e o Dia Mundial da Diabetes, dias importantíssimos para nós diabéticos, para mostrar como esse assunto é importante e como podemos ser saudáveis e normais como qualquer outra pessoa.

Durante o ano que passou também passei por transformações pessoais, ainda estou fazendo o aplicativo para diabéticos que prometi (ele está ficando bonitão!) e também dei palestras falando sobre a diabetes, sobre meu aplicativo e sobre o blog também.

Gostaria de agradecer por todos que entraram em contato comigo, que vieram converar, tirar dúvidas, dar sugestões, e gostaria de me colocar ainda mais disponível para vocês entrarem em contato. Qualquer coisa que precisarem, podem vir conversar, falar, perguntar para mim que responderei com prazer. Estou aceitando também sugestões para novos posts, temas que vocês tenham interesse em saber mais, conhecer ou que possuam alguma dúvida. Podem entrar em contato comigo pelo meu e-mail fernandabernardo94@gmail.com, pela página do Facebook do Diabetes Mais Doce, ou até mesmo pelo blog.

E que venha mais um ano de posts e inovações!

Burnout, o que é isso?

burnout

 

Já ficou desanimado com a rotina da sua diabetes, querendo jogar tudo para o alto? Esquecendo ela, os conselhos médicos e tudo mais? Isso tem um nome e até formas de prevenir, chama-se burnout. Essa palavra em inglês faz referência a queimar, ou seja, seria como se você estivesse explodindo com a sua diabetes.

Esse estado caracteriza uma pessoa que está desregrada com o tratamento da diabetes e com a sua glicemia, não ligar para o que está comendo, tomar insulina errada ou nem tomar, entre outras características que demonstram o desinteresse com a rotina do tratamento.

O burnout muitas vezes é acompanhado de alterações psicológicas, tais como: estresse, ansiedade, depressão, e estados emocionais como raiva, culpa, ressentimento, vergonha…

Há formas de prevenir o burnout, acredito que a primeira delas é se perdoar por não ter uma diabetes “perfeita”. Vou explicar. Muitas pessoas sentem-se frustradas por não conseguirem atingir sempre o alvo da sua glicemia. Só que isso gera muito estresse e desânimo com todo o tratamento. Então, a solução para isso, é não se importar com ocasionais oscilações na glicemia, porque isso acontece. Óbvio que isso não pode ser frequente, nem chegar a níveis altíssimos. Mas como estamos tratando de seres humanos e do nosso corpo, é muito complicado atingir 100% de perfeição.

Outras formas de prevenir, é tendo apoio dos familiares e amigos, afinal é sempre bom alguém mais saber o que você está buscando e enfrentando. E eles podem ajudar você a não desistir também. E mais uma forma é consultar o médico regularmente. Isso também é importante, para criar uma rotina, para o médico te alertar de eventuais erros, e também para ver as evoluções.